Futebol & Arte
Uma surpresa a cada post! É a proposta deste espaço para discussões sobre futebol e também cinema, música, literatura, política e o que der na telha. Afinal, viver é um "chute" e uma arte. Nós, José Renato Bonventi & André Rocha, amigos e membros das comunidades no Orkut "Doentes por Futebol" (original e "Open Bar"), abraçamos este projeto caótico, para discutirmos sobre (quase) tudo e nada concluirmos. Seja bem-vindo!


Sábado, Agosto 30, 2008

MOMENTO POÉTICO

"Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam "por que não"?
Até porque não acredito no que é dito, no que é visto.
Acesso é poder e o poder é a informação.
Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz.
O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio.
Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia.
O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa.
A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento
Na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela, que não tem gesto

Quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto."

(Fernando Anitelli - trecho de "Xanéu nº 5", do CD "Teatro Mágico - 2º Ato")

Sem dúvida, o melhor retrato do poder da TV e da mídia nos tempos atuais.

Merece a citação. E a reflexão.

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:38 AM
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RESPEITO É BOM...

Ainda que o Manchester United tenha sentido falta dos lusos Cristiano Ronaldo, o melhor da Europa na temporada passada, e Carlos Queiroz, o ex-auxiliar de Ferguson e mentor tático da equipe nas conquistas dos últimos anos que assumiu a Seleção Portuguesa no lugar de Scolari, não dá para tirar o mérito do triunfo do Zenit na final da Supercopa Européia em Monaco.

O time de São Petersburgo voltou a mostrar boa dinâmica de jogo, com toques de primeira e muita movimentação. Defensivamente, Tymoshchuk teve ótima atuação, auxiliando a zaga no combate a Tevez e Rooney, que sentiram a falta de um apoio mais qualificado do meio-campo. Na linha de quatro meias atrás do artilheiro Pogrebnyak, atacante temido pelas defesas e pelos narradores das partidas, destaque para Danny, português contratado por 30 milhões de euros ao Sporting. Com técnica e velocidade, o estreante fez ótimas jogadas e marcou um belo gol no segundo tempo, driblando e penetrando nas costas dos centrais Anderson e Scholes, que pouco acrescentaram à equipe de Ferguson.

Arshavin, o craque que quer deixar o clube, mas a Gazprom não permite, entrou na segunda etapa e, embora não tenha brilhado, foi uma boa opção para os contragolpes. Dick Advocaat mexeu bem na equipe, mas faltou fôlego nos últimos vinte minutos. Tevez, que já vinha sendo o melhor do time, cresceu muito com a marcação mais frouxa e comandou a reação dos "Red Devils", que diminuíram com Vidic e pressionaram até Scholes mandar uma cortada de vôlei para dentro do gol do excelente Malafeev e ser expulso. A falta de inteligência do experiente meia inglês foi a senha para a torcida russa iniciar a festa no estádio Louis II.

O título, ainda que no início da temporada, pode ser visto como uma prévia do que Real Madrid e Juventus terão que encarar em breve na UCL. Combinando entrosamento, proposta ofensiva e dinheiro para gastar, o Zenit já é uma das grandes atrações da UCL 2008/09 e merece o devido respeito.

(Foto: Agência / EFE)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:38 AM
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Sexta-feira, Agosto 29, 2008

BRASILEIRÃO – 23ª RODADA – PALPITES

GOIÁS 3x0 FIGUEIRENSE;

VITÓRIA 4x1 IPATINGA;

BOTAFOGO 3x0 NÁUTICO;

São PAULO 1x1 SANTOS;

GRÊMIO 2x1 VASCO;

ATLÉTICO-PR 0x0 PALMEIRAS;

SPORT 2x2 INTERNACIONAL;

FLAMENGO 2x1 FLUMINENSE;

CRUZEIRO 3x2 CORITIBA;

PORTUGUESA 2x1 ATLÉTICO-MG.

Confira também um preview em áudio da principal partida da rodada 23.


no Yahoo! Vídeo

posted by ANDRÉ ROCHA | 5:20 PM
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008



LIGA DE CAMPEÕES

Por mais que o sorteio seja dirigido para que equipes consideradas favoritas não se cruzem ainda na fase de grupos, o equilíbrio de forças continua grande.

Só o fato de termos gigantes como Bayern de Munique e Juventus no pote nº 2, onde teoricamente estariam os candidatos à segunda colocação, já dá uma noção da dificuldade dos confrontos.

De início, é possível atribuir favoritismo para Barcelona e Manchester United, por enfrentar adversários, em tese, menos complicados. E próximo do conceito de “grupo da morte” temos a disputa entre Real Madrid, Juventus e o “emergente” Zenit, atual campeão da Copa UEFA, com alto investimento e querendo surpreender.

Nos demais, destaque para a Internazionale de Mourinho, que deve ser uma equipe ainda mais organizada com o novo treinador, e o Chelsea do “faminto” Felipão, contratado para dar ao time mais poder de decisão. Em comum, dois clubes obcecados pelo título continental.

Os jogos começam no dia 16 de Setembro e a promessa é de grandes clássicos, até pelo retorno de equipes tradicionais ao campeonato.

Confira os oito grupos. Em negrito, os favoritos para este blogueiro:

Grupo A
Chelsea
Roma

Bordeaux
Cluj-ROM

GRUPO B
Internazionale
Werder Bremen

Panathinaikos-GRE
Anorthosis-CIP

GRUPO C
Barcelona
Sporting
Basel-SUI
Shakhtar-UCR

GRUPO D
Liverpool
PSV Eindhoven
Olympique de Marselha
Atlético de Madri

GRUPO E
Manchester United
Villarreal
Celtic
Aalborg - DIN

GRUPO F
Lyon
Bayern de Munique

Steaua Bucareste-ROM
Fiorentina

GRUPO G
Arsenal
Porto
Fenerbahçe
Dínamo de Kiev-UCR

GRUPO H
Real Madrid
Juventus

Zenit-RUS
BATE Borisov-BIE

(Foto: site da UEFA)

posted by ANDRÉ ROCHA | 4:55 PM
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OS SETE PECADOS DO RAPPA



- A sonoridade de “7 Vezes” é uma mistura de todas as influências da banda em quinze anos de carreira. O reggae volta com força e, junto com a busca por equipamentos de som mais rústicos, deixa o trabalho datado em vários momentos;

- Falcão repete maneirismos vocais e “macetes” sem inovações. O vocalista parece não querer evoluir como cantor e tornar sua performance mais rica;

- O discurso panfletário, de defesa das minorias, e a mistura de imagens sacras e urbanas que pontuam a banda e a diferenciam das demais, poderiam soar mais naturais desta vez;

- Seguindo a campanha promocional, “cinco anos depois do esporro”, a expectativa era por vôos mais ousados, até pela banda ter sido bem-sucedida em sua aventura pós-Yuka no último disco de estúdio e o trabalho acústico ter obtido um megasucesso que obrigou O Rappa a esticar a turnê;

-“Monstro Invisível”, embora seja uma canção dançante, não é um hit bombástico como “Reza Vela”, por exemplo, para a banda “marcar território” no cenário atual. Ainda que as rádios não tenham o poder de antes, a faixa poderia ter sido mais bem escolhida (como “Meu santo tá cansado”, que abre o disco);

- A utilização de enxadas, garrafas e até pianos de brinquedo são alternativas sonoras que na prática não têm muito propósito além de dar um tom experimental e exótico ao projeto;

- O grupo parece ainda órfão de Tom Capone, produtor de “O Silêncio...” que faleceu em 2004. A produção do CD (a cargo de Ricardo Vidal, Tom Sabóia e da própria banda) é desigual a ponto da irregularidade e diversidade incomodarem os ouvidos.

Ainda assim, é um disco que deve agradar os fãs e entreter quem gosta do estilo. “Súplica cearense” de Gordurinha e Nelinho, famosa na voz de Luiz Gonzaga, é um achado que valoriza a obra.

A estréia da turnê hoje no Canecão promete ser intensa, ainda que seu público não se sinta tão à vontade em casas de espetáculos mais sofisticadas. Certamente faltará Lapa em Botafogo. Mas deve valer a pena.

(Foto: Divulgação)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:29 PM
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O MAIS INTERESSADO

A julgar pela seriedade mostrada ontem, com a escalação de todos os titulares disponíveis, mesmo com uma boa vantagem para administrar, além do ótimo futebol apresentado, é o Botafogo o brasileiro mais credenciado a tentar o primeiro título da Copa Sul-Americana para o país.

Os 5 a 2 sobre o Atlético-MG também serviram para que o Alvinegro reconquistasse a confiança após o traumático empate contra o Vasco e as críticas em relação ao ataque fossem deixadas de lado, pelo menos temporariamente. O time voltou a mostrar fluência e volume de jogo e soube marcar os gols, sendo que o primeiro de Lúcio Flávio e o de Jorge Henrique foram duas pinturas. Mais uma vez, quem destoou foi Gil, com atuação apagada e um pênalti perdido.

O Internacional, que define sua vida hoje contra o indiferente Grêmio, também vai apostar suas fichas da temporada na competição continental, até pelas aspirações modestas no Brasileirão. A provável saída de Alex para o Al-Jazira de Abel Braga e a eterna ameaça de perder Nilmar podem enfraquecer o elenco, embora a diretoria garanta a reposição. Ainda assim, o Colorado é forte e tem a experiência internacional das conquistas nos últimos anos como trunfos.

Mas é exatamente pela necessidade de conquistar prestígio no continente e, principalmente, apagar a terrível eliminação do ano passado para o River Plate, que o Bota de Ney Franco vai tentar lutar em duas frentes. E parece o mais preparado para tal empreitada.

A questão é que os times brasileiros normalmente não possuem elencos qualificados para um esforço dessa proporção. Se usarem os titulares, as equipes certamente sentirão o peso. Não porque jogar quarta e domingo seja desumano, mas sim por causa do tempo menor de treinamento e o desgaste de viagens e partidas eliminatórias. A desvantagem é que a maioria dos adversários na competição nacional tem a semana cheia para se preparar e isso num campeonato tão parelho faz a diferença, especialmente nos quinze minutos finais das partidas.

Será que vale a pena tanto sacrifício? Vale correr o risco de perder a chance de ganhar o título brasileiro ou, pelo menos, classificar para a Libertadores por causa de um torneio que não possui um atrativo maior além da premiação e a chance de disputar a Recopa, que também não tem lá muita relevância?

Pelo visto, esse será o dilema do Alvinegro daqui para frente.

(Foto: Agência Estado)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:07 AM
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Quarta-feira, Agosto 27, 2008

ENQUETE - RESULTADO

Total:
13 respostas.

Pergunta: O que esperar do novo Flamengo de Marcelinho Paraíba e Sambueza para a sequência do Brasileirão?

Arrancar para o título – 38,46% (5 votos);
Lutar pelo G-4 / Despencar e lutar para não cair – 23,07% (3 votos);
Conformar-se com a Sul-Americana – 15,38% (2 votos).

COMENTÁRIO: Marcelinho Paraíba estreou mal contra o Santos, mas vem progredindo e se tornou peça importante para a equipe, o que já era esperado. Já os novos reforços são uma grande incógnita. Difícil saber se Sambueza e Fierro terão uma rápida adaptação ao futebol brasileiro e se Josiel, Fernando, Fernandão e Éverton sentirão o peso da camisa do time mais popular do Brasil ou não. O fato é que já chegamos em Setembro e se o encaixe dos novos atletas no elenco não acontecer nas próximos partidas, o investimento terá sido em vão para 2008. Cabe a Caio Jr. ter o feeling para colocar os jogadores no momento exato. A realidade do Fla hoje é a luta pela vaga na Libertadores.

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:41 AM
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Terça-feira, Agosto 26, 2008



PALMEIRAS E O CICLO INDESEJADO

Enquanto vivemos o dia-a-dia cada vez mais corrido, nosso coração vai tentando manter tudo funcionando perfeitamente através de um ciclo involuntário que sequer percebemos.

O ritmo da batida do músculo cardíaco é administrado por dois movimentos síncronos de nomes estranhos: nas sístoles, o movimento é de contração e as cavidades do coração esvaziam, como que “murchando”; já nas diástoles, há um relaxamento e o órgão se enche. É nessa curiosa seqüência de altos e baixos que a vida se mantém.

Mas se a alternância de força e depressão em nossa peça mais importante faz tudo caminhar melhor, o mesmo não acontece no esporte mais apaixonante do planeta, que sacode corações em quase todo o mundo.

A regularidade é fundamental para a trajetória de qualquer time que deseja ter sucesso em qualquer competição, especialmente nas que utilizam a fórmula dos pontos corridos.

Nesta edição do Brasileirão, o Palmeiras, atual vice-líder e aniversariante do dia, vivencia o drama de ter sua campanha caracterizada pela incrível inconstância da equipe que tem como base a definição do mando de campo.

No Palestra Itália ou até no Pacaembu, os comandados de Vanderlei Luxemburgo atuam confiantes, mostrando um futebol ofensivo e vistoso, como no primeiro tempo contra a Portuguesa no último domingo. Ao lado da torcida, Marcos fica ainda maior e mais imponente, a defesa é menos insegura, o meio-campo combate e cria com eficiência e momentos de beleza (especialmente quando Valdívia estava em campo), e o ataque, comandado por Alex Mineiro, um dos artilheiros do campeonato com quinze gols, é insinuante e letal. Em onze partidas, dez vitórias e apenas um empate.

Já fora de seus domínios, a queda é abissal. Apenas duas vitórias (contra Vasco e Ipatinga) e seis derrotas. Como visitante, o time marca mal e é tímido no ataque. A insegurança coloca o time “no meio do caminho”: nem fortalece o sistema defensivo recuando suas linhas e utilizando a surrada estratégia do contra-ataque, muito menos mantém a postura que adota em casa e parte para cima dos adversários. Frágil no combate e débil ofensivamente, o time vira presa fácil e acumula insucessos, inclusive na insossa Sul-Americana, como na derrota por 3 a 1 para o Vasco em São Januário na estréia.

Se a intenção é justificar o alto investimento no elenco e na comissão técnica conquistando o pentacampeonato para o clube que completa 94 anos hoje, é preciso que o renomado treinador, que pode assumir a Seleção e acumular os dois cargos até Dezembro, encontre uma solução para que seus jogadores rendam e tenham confiança longe de casa.

Se isso acontecer e a sorte ajudar, o coração do típico torcedor alviverde, passional como sua descendência italiana, pode, entre sístoles e diástoles intensas, esperar por emoções positivas no final do ano, inclusive com a possibilidade de balançar feliz com mais uma taça no recheado salão de troféus.

Por ora, ficam as congratulações por mais um ano de existência do mais que vitorioso clube paulista.

(Foto: Nélson Coelho/Diário de São Paulo)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:23 AM
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AGRADECIMENTOS



No dia da publicação da última edição da seção “Duelo Tático” no Lance!, é dever agradecer às duas maiores referências na profissão para este blogueiro pela colaboração na sua formação.

As colunas de MAURO BETING e PAULO VINÍCIUS COELHO, em especial as das terças-feiras, reforçaram a vontade de dar uma guinada na vida profissional, estimularam ainda mais o interesse nas estratégias de jogo e tiveram influência decisiva na criação do “Futebol & Arte” e na temática da primeira coluna assinada por este que escreve, a "OlhoTático" no site "Papo de Bola".

As pessoas costumam ter algumas reservas em relação aos elogios públicos, como se tivessem sempre um interesse menos nobre por trás e invariavelmente fossem sinônimo de bajulação. Não à toa, o brasileiro é criticado por valorizar suas grandes personalidades apenas depois que morrem (e na maioria das vezes valorizam até demais).

Só que mencionar a admiração pelo trabalho de alguém de forma honesta e sincera, antes de tudo, é uma maneira de estimulá-la a perseverar no seu caminho e continuar investindo em seu talento. Ainda mais jornalistas que tratam de um assunto tão apaixonante como o futebol e muitas vezes viram alvo da ira de gente insana, que nada enxerga além das trincheiras de seu próprio clube ou cidade.

Por isso, toda a reverência aos dois melhores jornalistas esportivos do país, no momento em que questões profissionais obrigam um deles a atuar em um outro veículo, deixando uma cratera na página ao lado.

Obrigado por tudo!

(Fotos: Lancenet!)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:47 AM
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Segunda-feira, Agosto 25, 2008

ROUND 22 - SELEÇÃO

Victor (Grêmio)

Márcio Gabriel (Ipatinga)
Gustavo (Palmeiras)
Rodrigo (São Paulo)
Juan (Flamengo)

Sandro Silva (Palmeiras)
Serginho (Atlético-MG)
Hugo (São Paulo)
Carlos Alberto (Botafogo)

Alex Mineiro (Palmeiras)
Kléber Pereira (Santos)

Técnico: Márcio Fernandes (Santos)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:36 AM
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FALTOU ATAQUE



Ney Franco pode lamentar a ausência de sua dupla de atacantes. Sem Jorge Henrique, suspenso, e Wellington Paulista, que se contundiu após abrir o placar do clássico carioca, a equipe alvinegra, mesmo com boa atuação de Carlos Alberto atuando mais à frente, não conseguiu transformar sua superioridade nos noventa minutos em gols e, no final, acabou cedendo o empate para o defensivo e confuso time de Tita.

Se o Bota manteve o sistema de jogo e só colocou Gil em campo pelo desfalque no ataque, o Vasco entrou em campo com mudanças e indefinições. Sem Madson, poupado por cansaço, Tita tentou armar o time cruzmaltino num 4-2-3-1, com Rodrigo Antônio como lateral-zagueiro pela direita e Wagner Diniz como meia, fazendo um trio que chegava em Alan Kardec junto com Edmundo pelo meio e Alex Teixeira pela esquerda, apoiando e voltando para marcar as descidas de Thiaguinho. Sem a bola, Edmundo ficava mais à frente e Kardec recuava para ajudar no combate.

Muito mexido, o Vasco até lutou e correu muito, mas não conseguiu manter a bola no ataque durante o primeiro tempo. Diniz não sabia se era ala ou meia, Edmundo e Kardec voltavam juntos deixando a área vazia e, defensivamente, o time, mesmo mais bem posicionado, continuou hesitante e poderia ter ido para o intervalo em desvantagem se Triguinho tivesse aproveitado a falha de Wagner Diniz e chutado com mais precisão, e Djalma Beltrani assinalasse o pênalti de Jorge Luiz em Carlos Alberto, que pagou pela fama de simular faltas.

No final do primeiro tempo, com a contusão de Edu Pina, que vinha cumprindo boa atuação pela lateral-esquerda, Tita acabou desarrumando a equipe com uma troca e três modificações: Serginho entrou no meio-campo, passando Rodrigo Antônio para a esquerda e Jonílson para a lateral-direita. Cinco minutos foram o suficiente para Ney Franco observar e traçar a estratégia para a segunda etapa.

Com Carlos Alberto como terceiro atacante, o Bota voltou marcando mais à frente e forçando as jogadas pela direita. O esquema ousado deixou a defesa mais exposta e Edmundo quase abriu o placar completando de cabeça bom cruzamento de Jonílson aos 6. Mas dois minutos depois saiu o gol que fez justiça ao domínio do Bota: Carlos Alberto recebeu nas costas de Rodrigo Antônio e chutou forte. O goleiro Roberto não segurou e Wellington Paulista conferiu no rebote.

A torcida vascaína pediu Jean, mas Tita fez outras duas substituições e mexeu novamente em várias posições. Jonílson voltou ao meio, Marcus Vinícius, que entrou na vaga de Matheus, foi para a lateral-direita, Alex Teixeira trocou de lado e Madson, que substituiu Wagner Diniz, foi para a meia esquerda. As mudanças não só provocaram os protestos da arquibancada, com os gritos de “Burro!” para o treinador, como também fizeram Ney preparar o golpe final: trocando o inócuo Gil por Zé Carlos, o Bota tornou o meio mais marcador e armou o contra-ataque nos buracos entre os zagueiros e os laterais para matar o jogo.

O time teve a chance de ampliar em belo chute de Lúcio Flávio, após passe de Wellington Paulista, que se contundiu no lance. Fabio, seu substituto, saiu nove minutos depois com uma torção no joelho para a entrada de Lucas Silva, que perdeu boa chance de cabeça após cruzamento milimétrico de Triguinho. O lateral-esquerdo, empolgado com os espaços para apoiar, abriu as costas para as investidas de Alex Teixeira. Aos 44, o jovem meia-atacante sofreu a falta que Madson bateu e Rodrigo Antônio desviou para as redes.

O Bota ainda tentou nos acréscimos o gol que garantiria a sequência de vitórias, mas Lúcio Flávio e Carlos Alberto não conseguiram concluir com precisão. Definitivamente, faltou poder de fogo ao time mais organizado e qualificado, que perde a vice-liderança para o Palmeiras e lamenta dois pontos perdidos que podem fazer a diferença no final da competição.

O Vasco deve festejar o resultado, apesar do inconformismo de Edmundo. Aos poucos, Tita vai dando uma cara ao time. Mas é preciso definir uma escalação e não exagerar nas improvisações que confundem os jogadores e dão arma aos adversários. Nem sempre um golpe de sorte salvará a nau vascaína como na noite de ontem.

[Texto publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING]

(Foto: Gilvan de Souza / Lancepress)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:14 AM
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INTERNACIONAL 1X1 FLAMENGO

O Inter teve a chance de definir a partida na primeira etapa, mas Nilmar só conseguiu marcar após falha grotesca de Bruno e o árbitro Sérgio Carvalho, além de não ver o pênalti claro do goleiro rubro-negro no artilheiro colorado logo aos sete minutos, permitiu que Jaílton continuasse em campo até ser substituído por Toró, mesmo com o volante fazendo seguidas faltas em Nilmar e Alex (cinco em 28 minutos) e já com um cartão amarelo.

O domínio colorado e o desespero de Jaílton têm relação com a intensa movimentação ofensiva dos donos da casa, especialmente dos meias Alex e D’Alessandro, que, em alta velocidade, municiavam Nilmar e expunham a dupla de zaga do Fla, que não contava com o apoio dos volantes, perdidos na marcação, e ainda tinha que cobrir Léo Moura e Juan, que não souberam fazer a leitura do jogo e continuaram atuando como alas. O time de Caio Jr., num inimaginável 2-2-4-2, foi presa fácil para o adversário, que só não ampliou porque seu camisa 9 conseguiu perder dois gols incríveis, o último depois de driblar Bruno e chutar em cima de Fábio Luciano.

No intervalo, o treinador rubro-negro posicionou melhor Aírton e Toró e acertou ao trocar Maxi por Obina, já que o time não tinha presença física na área. Seu trabalho também foi facilitado pela saída de Alex, contundido após apanhar além da conta. Adriano entrou e não conseguiu manter a dinâmica do ataque. Ainda assim, a equipe de Tite poderia ter ampliado aos 4, no lançamento de Magrão que Nilmar novamente concluiu mal.

O Fla continuava nervoso. Aírton, que agrediu D’Alessandro, e Fábio Luciano, que fez falta dura em Adriano já com o amarelo, também poderiam ter sido expulsos, mas o árbitro preferiu ignorar. Os visitantes só conseguiram reagir após a saída de Índio, cansado por conta de uma gripe. O zagueiro vinha comandando a defesa e a cobertura pelo lado direito. Com um frágil Danny Morais auxiliando Rosinei, Juan passou a ter mais espaços para penetrar e criar as jogadas.

O ala rubro-negro e agora lateral-esquerdo da Seleção cavou e cobrou a falta para Obina empatar após falha de Clemer e foi o melhor em campo na segunda etapa, conduzindo o time ao ataque. Tite tentou obrigá-lo a marcar colocando Taison na ala direita na vaga de Magrão, deslocando Rosinei para o meio, mas a jovem promessa colorada não combateu e pouco contribuiu com o ataque, só ameaçando em chute que ia na direção do gol, mas desviou nas costas de Fábio Luciano.

O Fla teve a chance de matar o jogo já nos acréscimos, mas Erick Flores, que entrou na vaga do exausto Marcelinho Paraíba, chutou na trave e Obina perdeu gol feito no minuto seguinte, após mais um belo passe de Juan. No contragolpe, Nilmar teve a oportunidade de fazer justiça ao placar pelos noventa minutos, mas novamente chutou mal e desperdiçou.

As duas equipes saíram lamentando o resultado que atrapalhou os planos de ascensão de ambos na tabela. De fato, Fla e Inter falharam nas conclusões e poderiam ter vencido. Mas o Colorado tem mais a reclamar de uma arbitragem lamentável que impediu o time de definir o jogo no seu período de domínio.

[Texto publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING]

(Foto: VIPCOMM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 7:19 AM
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Domingo, Agosto 24, 2008

OS ILUMINADOS



Um título olímpico previsível para quem assistiu com atenção à fase final da Liga Mundial no Rio de Janeiro.

O time que triturava o Brasil (e é dever lembrar dos 3 a 0 na estréia do Mundial de 2006 sobre o time de Bernardinho com Ricardinho) aprendeu a se concentrar contra os demais adversários e simplesmente sobrou em Pequim.

Uma equipe vivendo uma fase que lembra a do Brasil dourado de 1992. A Itália era a melhor seleção do mundo, mas naquele mês, em Barcelona, o jovem time de José Roberto Guimarães viveu um momento mágico e atropelou quem apareceu na frente.

Até comparações individuais são possíveis:

Assim como Maurício foi genial ao fazer o jogo brasileiro ter uma velocidade impressionante para a época, Ball foi constante e de uma inteligência acima da média, tornando o volume americano avassalador;

Se Giovane e Tande eram ponteiros velozes e eficientes, Priddy e Salmon viraram a maioria dos ataques e tiveram saques perfeitos. Os brasileiros também eram fantásticos na recepção, trabalho hoje executado com correção pelo líbero Lambourne;

Enquanto Carlão e Paulão formavam uma barreira à frente dos atacantes e se aproveitavam da categoria de Maurício para virar todas as bolas de meio, Millar e Lee fizeram seu trabalho no bloqueio e deitaram e rolaram sobre as defesas com os passes espetaculares de Ball;

Por fim, o Brasil de 92 tinha a bola de segurança e o saque demolidor do oposto Marcelo Negrão. E o que Stanley, o grande nome desta Olimpíada, fez com os adversários chegou a ser covardia. A força e velocidade empregadas a cada ataque, a cada serviço chegaram a assustar.

O Brasil fez o que pôde. Surpreendeu no primeiro set com um jogo aguerrido e ligeiro. Mas o time de Hugh McCutcheon mapeou as principais jogadas, encaixotou Giba e André Nascimento e foi construindo a vitória incontestável num jogaço para se guardar na memória.

A equipe multicampeã fecha o ciclo de duas Olimpíadas com uma prata que deve ser valorizada, simplesmente porque foi o melhor que o time poderia conseguir.

Porque ninguém ganharia em Pequim de Lambourne, Ball, Millar, Lee, Salmon, Priddy e Stanley.

(Foto: Agência/Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 3:43 AM
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Sábado, Agosto 23, 2008



ENFIM, A GLÓRIA!

Apesar dos traumas e das ressalvas deste que escreve ao trabalho de José Roberto Guimarães - que poderia ter construído uma dinastia parecida com a do masculino, pela fraca concorrência, mas vacilou nos momentos decisivos -, foi bom demais ver as meninas no lugar mais alto do pódio, pela redenção de um time que sofreu demais nos últimos anos.

Foi uma campanha perfeita. Não fossem os erros seguidos de Mari na recepção e a insistência do treinador com a formação titular no segundo set contra as americanas e teríamos mais um 3 a 0 na conta desse time fantástico, que perdia apenas para suas fragilidades emocionais e a falta de tato do comandante.

Destaque absoluto para Sheilla, soberba durante toda a competição como a bola de segurança da equipe, e Fofão, que se despede com a conquista histórica. Acima de tudo, parabéns para o belo trabalho psicológico de afirmação realizado.

Valeu!

(Foto: Agência/EFE)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:56 PM
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OURO PREVISTO E PLANEJADO



Venceu quem combinou melhor a qualidade do material humano e a seriedade na preparação.

Na final prejudicada por um gramado ruim e o forte calor, que ocasionou uma parada em cada tempo para hidratação, o toque genial de Messi para Di Maria encobrir Zankenin foi um dos poucos momentos de emoção e bom futebol numa disputa que poderia ter sido bem mais interessante.

A Nigéria atuou recuada demais na primeira etapa e Okoronkwo não soube explorar as falhas defensivas de Monzón pela esquerda. Já a Argentina, mais uma vez, forçou o jogo em Messi, que ficou aberto pela direita e tinha dificuldades em cortar para dentro e chutar porque Okonkwo, lateral-esquerdo destro, marcava o pé bom do craque. No segundo tempo, com Di Maria recuado para fechar o lado esquerdo e Messi solto para criar, o time melhorou um pouco e se aproveitou da empolgação do adversário, que adiantou a marcação, mas com a zaga em linha. No primeira jogada bem tramada, o gol de ouro.

Festa merecida para os campeões e o fiel torcedor Maradona, que vê na geração de Messi e Aguero uma esperança de recolocar a Argentina no topo do mundo da bola. Se a CBF não se organizar e continuar mais ligada nas vantagens comerciais que a sua seleção proporciona, o caminho dos "hermanos" ficará bem mais tranquilo.

(Foto: Agência/Reuters )

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:40 PM
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BRASILEIRÃO – 22ª RODADA – PALPITES

FIGUEIRENSE 1X0 VITÓRIA;

FLUMINENSE 2X0 SPORT;

IPATINGA 1X0 GOIÁS;

SANTOS 0X2 CRUZEIRO;

CORITIBA 2X1 SÃO PAULO;

PALMEIRAS 2X0 PORTUGUESA;

INTERNACIONAL 2X1 FLAMENGO;

ATLÉTICO-MG 2X1 ATLÉTICO-PR;

NÁUTICO 0X1 GRÊMIO;

VASCO 1X1 BOTAFOGO.

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:05 PM
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Sexta-feira, Agosto 22, 2008



UMA SEXTA COLORIDA EM PEQUIM

Maurren Maggi - Medalha dourada com pinceladas de verde e amarelo e tons de redenção para a atleta, suspensa por doping em 2003 e eliminada em Atenas. Sua emoção na execução da parte final do hino nacional foi comovente demais, assim como foi emocionante a prova, vencida pela brasileira pela distância de seu pé pouco antes da linha no momento do salto. Ela entra para a História como a primeira mulher do país a ser campeão olímpica na modalidade;

Futebol Masculino - Bronze com pitadas de dignidade e com verde de esperança em uma geração que não pode ser descartada. O resultado foi o mesmo de Atlanta-96, quando a preparação foi muito maior;

Ricardo e Emanuel - Bronze para honrar uma das maiores duplas de todos os tempos no vôlei de praia. A vitória sobre os brasileiros da Geórgia foi arrasadora e um exemplo de profissionalismo após o baque da perda na semifinal para um dupla bem inferior tecnicamente;

Márcio e Fábio - É crueldade dizer isso, mas não há como negar que essa medalha tem um tom amarelado. Depois de reagir no segundo set e vencer, a dupla brasileira simplesmente cumpriu no tie-break a atuação mais ridícula que este blogueiro presenciou em uma final olímpica, ainda mais considerando que não havia uma disparidade técnica. A teimosia de Fábio em tentar ultrapassar o bloqueio americano na força foi irritante. Faltou inteligência, definitivamente.

Vôlei Masculino- A classificação para a final e a garantia de medalha vieram com mais dificuldade do que poderia se imaginar. A Itália não é a mesma da década passada e veio com um time remendado, com Fei machucado, Mastrangello torcendo o tornozelo durante a partida e um jogo ultrapassado, com centrais lentos e levantador previsível. O time de Bernardinho deu sorte por pegar um emparelhamento fácil, mas agora não há como fugir. Na final contra os temidos EUA, a melhor equipe, com sobras, desta Olimpíada na modalidade, o time multicampeão terá que jogar uma partida perfeita se quiser fechar seu ciclo vitorioso com mais um ouro. De qualquer forma, será um jogaço!

(Foto: Xinhua/Agência )

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:50 PM
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SELEÇÃO DA RODADA 21

Roberto (Vasco)

Léo Moura (Flamengo)
Índio (Internacional)
André Luís (Botafogo)
Juan (Flamengo)

Aírton (Flamengo)
João Henrique (Coritiba)
D’Alessandro (Internacional)
Alex Teixeira (Vasco)

Washington (Fluminense)
Borges (São Paulo)

Técnico: Dorival Jr. (Coritiba)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:42 AM
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FLAMENGO 2X1 GRÊMIO

Vitória justa do Fla pelo ótimo primeiro tempo, com marcação encaixada, bom toque e a velocidade de volta ao jogo rubro-negro. Coube a Toró, substituto de Aírton, o melhor em campo, fazer o gol decisivo, minutos após cometer falta boba que ocasionou o empate gremista.

Sem um meia de ligação, Caio Jr. plantou Aírton à frente do trio de zaga para vigiar Tcheco e armou uma linha de quatro para combater o mesmo número de jogadores do adversário no setor. Nas roubadas de bola, lançamentos para Maxi e Marcelinho Paraíba, que, abertos pelos lados, eram ótimas alternativas para a saída dos alas, especialmente Juan, que explorava o desfalcado lado direito da defesa do Grêmio. Assim saiu o gol de oportunismo de Maxi, após falha do ótimo goleiro Victor, e outras chances.

Com os volantes sufocados por Ibson e Kléberson e Souza pouco efetivo como ala, o time de Celso Roth se viu travado e pouco criou. Com uma substituição aparentemente defensiva no intervalo, Roth trocou Perea por Makelele e, além de marcar melhor Juan, aproximou Souza e Tcheco de Marcel, aumentando o volume de jogo. O treinador rubro-negro até soube ler a mexida do oponente e avançou Jaílton para compor o meio, mas não foi suficiente para manter o domínio.

O Fla cansou com a correria do primeiro tempo e as entradas de Obina, Toró e Jonatas nas vagas de Kléberson, Aírton e Maxi, todos exaustos, tornaram o time mais lento e faltoso. Com André Luís no lugar de Pico e Reinaldo substituindo Jean, o Grêmio voltou a ter dois atacantes, obrigando Jaílton a retornar à zaga e os donos da casa a recuarem ainda mais.

De tanto insistir, o líder chegou ao empate com o belo chute de Souza. Na comemoração, Makelele mostrava com gestos aos seus companheiros que o jogo havia terminado e o empate estava assegurado. Não estava.

Toró, que entrou em campo desorientado e tinha errado tudo até aquele momento, concluiu jogada iniciada pelo incansável Marcelinho Paraíba, que foi meia e atacante correndo os noventa minutos, e fez valer todo o esforço rubro-negro nos primeiros 45 minutos.

Assim como em 2007, o Flamengo supera o líder no Maracanã e espera que o triunfo, o primeiro sobre rivais diretos no topo da tabela, marque a recuperação da equipe em busca do G-4. A esperança de Caio Jr. é que os reforços supram as suas carências ofensivas e o time volte a crescer.

Para o Grêmio, derrota aceitável pelos desfalques e pela grandeza do rival. A ordem é vencer o desesperado Náutico nos Aflitos e administrar a ótima vantagem que se manteve em cinco pontos por conta das derrotas de Cruzeiro e Palmeiras. A recuperação na segunda etapa mostrou a solidez que credencia a equipe ao título.

(Foto: GLOBOESPORTE.COM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:10 AM
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Quinta-feira, Agosto 21, 2008

POIS É, NÃO DEU...



Faltou sorte e uma estratégia de ataque mais contundente e objetiva nos noventa minutos, enquanto houve fôlego. Contra um time compactado atrás, as linhas brasileiras poderiam ter avançado mais e se aproximado da solitária dupla de ataque, que se acostumou a tentar resolver tudo individualmente.

Contra apenas uma atacante americana, as três zagueiras pouco arriscaram. Apenas uma ou outra investida de Renata Costa pela direita, mais na base do improviso. E Marta e Cristiane, além de muito marcadas, se viram atrapalhadas pela pouca companhia do meio-campo e a bem ensaiada linha de impedimento da última linha adversária.

Mas o maior mérito do time da bela e segura Hope Solo foi ter o feeling de perceber o desgaste físico e a consequente debilidade técnica das brasileiras para sair de seu jogo pragmático e defensivo e buscar o ataque. Nos minutos finais do tempo normal e no início da prorrogação a equipe atacou até achar o gol de Lloyd que deu mais um ouro para as americanas. A raça e a dignidade do time de Jorge Barcellos não foram suficientes para conseguir pelo menos o empate.

Diante da pergunta de Marta diante das câmeras após o seu último chute ("O que foi que eu fiz de errado?"), cabe responder que cobrar o lugar mais alto do pódio para um time que representa um país que não consegue organizar nem um campeonato nacional chega a ser cruel. O futebol feminino brasileiro, assim como a equipe, vive de seus talentos, algo inato, quase genético. E Marta é o que de melhor surgiu no esporte entre as mulheres desde sempre. Não há como culpá-la de nada. Pelo menos o seu improviso funciona na maioria das vezes.

Só resta parabenizá-las por mais uma medalha, já que esperar que algo melhore na modalidade em nosso país já virou utopia.

(Foto: Agência/AP)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:45 PM
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OUTROS DESTAQUES DA QUARTA-FEIRA

- Mesmo sem Carlinhos Paraíba, o Coritiba manteve o bom volume de jogo e aproveitou a apatia do Figueirense para vencer com autoridade e confirmar o bom momento no campeonato. O 3-3-3-1 utilizado ainda deixa alguns espaços entre os setores, mas torna a equipe insinuante e envolvente no ataque. João Henrique, além do gol, pensou o jogo por dentro e foi o destaque da bela vitória do Coxa;

- Parecia que seria outra noite de Pedro Oldoni e do time de Mário Sérgio. Mas o Tricolor, após um primeiro tempo sem muitas idéias, conseguiu o empate no primeiro minuto da segunda etapa e, com novo ânimo e André Lima na vaga de Aloísio, o que garantiu um ataque mais leve e contundente comandado por Borges, o time de Muricy conseguiu a importantíssima virada, que mantém a força do atual campeão na busca do G-4;

- Os três gols de Washington foram o que de melhor aconteceu no fraquíssimo jogo nos Aflitos. Cuca já começa a repetir no Flu uma prática habitual em sua carreira: inicia a partida com uma escalação ousada, normalmente um 3-4-3, mas, se o adversário mostrar força no ataque, vai empurrando seu time para trás com as substituições. Embora a entrada de Carlinhos tenha melhorado a produção pela direita, o time viveu de contragolpes esporádicos e da inspiração de seu homem-gol, que, com onze gols, passa a brigar pela artilharia do campeonato;

- Não há mais o que comentar sobre a incapacidade do Palmeiras de render fora de seus domínios. Mais complicado ainda projetar as possibilidades da equipe de Tite na competição. No confronto entre um time imprevisível em qualquer campo e outro de que pouco se espera além dos limites do Palestra Itália, deu o óbvio: o talento de Alex e as bolas paradas construíram a virada colorada que, dependendo do resultado do Grêmio contra o Fla, praticamente tira o Alviverde da luta pela taça.

(Foto:VIPCOMM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:33 PM
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BOTAFOGO 1X0 CRUZEIRO



No jogo em que os desfalques cruzeirenses não só atrapalharam os planos de Adilson Batista, mas também confundiram o Botafogo taticamente, uma expulsão justa e um pênalti inexistente definiram uma partida parelha, mas que premiou, ainda que por vias tortas, a melhor equipe em campo.

A escalação improvisada do time mineiro, sem nenhum titular no meio-campo, acabou por encaixar a marcação sobre o Bota. Com os volantes Henrique e Marquinhos Paraná colados em Carlos Alberto e Lúcio Flávio, Gérson Magrão acompanhando Túlio e Camilo vigiando Diguinho, o meio-campo alvinegro ficou encaixotado. Além disso, os três zagueiros ficavam atentos a Jorge Henrique e Wellington Paulista e os alas esperavam os laterais. Para complicar ainda mais a vida de Ney Franco, a movimentação de Camilo e Gérson Magrão atrás de Guilherme no 3-4-2-1 cruzeirense deixava Diguinho e os laterais sem saber quem marcar.

Após quinze minutos de muito estudo, com as equipes se acertando e um leve domínio alvinegro, o Cruzeiro tomou conta da partida e poderia ter marcado com Camilo, que tentou encobrir Renan, mas tocou para fora, e com Guilherme, que cabeceou na trave após cobrança de escanteio. O Botafogo se assustou e passou a arriscar menos, só ameaçando em cabeçada de André Luís, mas Fábio espalmou.

Os donos da casa tentaram adiantar a marcação e pressionar o oponente no início da segunda etapa. E poderiam ter aberto o placar logo aos 3, no lance em que Wellington Paulista ganhou da zaga, tirou de Fábio, mas Léo Fortunato salvou em cima da linha. Depois do sufoco, o Cruzeiro voltou a acertar a marcação e reequilibrou a partida. Adílson acreditou na vitória e trocou Magrão pelo atacante Wéldon, avançando Camilo e formando um trio à frente.

O treinador só não contava que, aos 23, Camilo, que já tinha cartão amarelo, entrasse duro em Wellington Paulista e fosse corretamente expulso. Ney Franco, então, trocou Diguinho por Gil, plantando Túlio e armando um 4-3-3. Em sua primeira jogada, o atacante substituto recebeu nas costas da zaga e bateu cruzado para fora. Gil ainda bateria mais uma bola para defesa do goleiro adversário e ficaria impedido inúmeras vezes, prejudicando o seu ataque.

No auge da pressão, Wellington embolou-se com Thiago Heleno na área e o árbitro Giulliano Bozzano marcou pênalti. Após os justos protestos da equipe prejudicada, Lúcio Flávio, pela sexta vez neste Brasileiro, bateu com a tradicional precisão.

Ney confiou no poder ofensivo de sua equipe e não efetuou mais nenhuma troca. Com o meio-campo fragilizado, o Bota levou alguns sustos, como a boa cabeçada de Wéldon que Renan espalmou. Mas Adílson demorou a oxigenar seu time, só fazendo substituições (discutíveis) aos 40, trocando Jadílson e Guilherme por Carlinhos e Jajá.

A amarga derrota pode ser considerada normal pelas circunstâncias e não tira a segunda colocação do Cruzeiro, mas a aproximação do rival em ascensão na tabela é preocupante.

Com mais dois jogos no Rio de Janeiro contra Vasco e Náutico, ainda que Jorge Henrique fique de fora do clássico regional, o Bota tem bola e estrela para ultrapassar o time mineiro e polarizar a disputa com o líder Grêmio.

(Foto: GLOBOESPORTE.COM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:08 AM
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008

BRASILEIRÃO – 21ª RODADA – PALPITES

CORITIBA 2X1 FIGUEIRENSE;

VITÓRIA 1X0 SPORT;

BOTAFOGO 4X1 CRUZEIRO;

SÃO PAULO 1X2 ATLÉTICO-PR;

NÁUTICO 1X1 FLUMINENSE;

IPATINGA 0X2 SANTOS;

INTERNACIONAL 1X1 PALMEIRAS;

FLAMENGO 1X1 GRÊMIO;

PORTUGUESA 1X3 VASCO;

ATLÉTICO-MG 2X1 GOIAS.

E confira abaixo o comentário repercutindo as expectativas para o principal jogo da rodada.


no Yahoo! Vídeo

posted by ANDRÉ ROCHA | 2:19 PM
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USAIN GOLD!



Não há como não se impressionar com a performance deste jamaicano.

Chega a assustar ver um atleta que passeia nas eliminatórias, brinca na apresentação dos concorrentes, começa os primeiros vinte metros atrás e simplesmente arranca espetacularmente para disparar e vencer com sobras.

Se nos 100m rasos Bolt se permitiu comemorar quando se sentiu absoluto, nos 200m ele pensou no recorde mundial e, sério, voou baixo e chegou a esticar o pescoço no final. Resultado: com 19s30, fez história novamente em Pequim. Sem dúvida, ele é mais um fenômeno desses Jogos Olímpicos, junto com Phelps, Walsh & May (vôlei feminino) e Yelena Isinbayeva (salto com vara).

O marrento sobrou!

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:06 PM
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Terça-feira, Agosto 19, 2008



ARGENTINA 3X0 BRASIL - BALANÇO GERAL

OS ACERTOS DOS "HERMANOS"


- Apesar do respeito ao rival, os argentinos apresentaram uma proposta de jogo mais ofensiva, buscando uma aproximação de Messi, Riquelme e Di Maria a Aguero. Na segunda etapa, o time entrou mais decidido e marcou os gols que faltaram nos primeiros 45 minutos, apesar do domínio;

- A opção de atacar forçando o lado esquerdo brasileiro se mostrou acertada. Além de inibir os avanços de Marcelo e obrigar Anderson a recuar para marcar, as jogadas de dois dos três gols saíram por ali;

- Apostar tudo no talento de Messi, que ganhou liberdade total para se movimentar em campo, a ponto de ficar difícil precisar o esquema de sua equipe. Bastou Aguero estar na área no momento certo para concluir e a vantagem foi construída com naturalidade. Em potencial, o atacante do Barcelona é o grande jogador do planeta atualmente.

OS ERROS BRASILEIROS

- O primeiro e principal: a CBF ter deixado a seleção olímpica entregue à sua própria sorte, sem uma preparação adequada e condizente com a importância de uma competição que o país nunca venceu;

- Novamente o time confundiu valorização da posse de bola com jogo burocrático e sem objetividade. Apenas tocar sem uma estratégia definida para surpreender o oponente (como a seleção do tetra em 94, por exemplo, que esperava uma brecha para lançar Romário ou um dos laterais) é apenas fazer o tempo passar. Ronaldinho Gaúcho, a despeito de sua forma física ainda precária, poderia ter contribuído para um jogo mais vertical;

- Não forçar as jogadas sobre o fraquíssimo Monzón pela esquerda da defesa do adversário foi um erro grosseiro de Dunga. Nas poucas vezes em que Rafinha desceu e encontrou apenas o lateral pela frente levou vantagem com facilidade. As inversões de Ronaldinho e as penetrações de Sóbis (ou Pato, a melhor opção) por ali também poderiam ter sido letais;

- O destempero no final do jogo foi lamentável. Até porque na derrota da Copa América os "hermanos" jogaram com lealdade e não perderam a cabeça. Ainda assim, Lucas e Thiago Neves têm crédito e merecem aparecer em convocações futuras da seleção principal.

Agora é pensar no bronze e esquecer a palavra "vexame". Uma equipe que mal treinou e fez tudo no improviso e no instinto não pode ser ridicularizada por perder para um adversário superior e atual campeão do torneio. Dunga deve ser cobrado por seus equívocos e pode até perder o cargo se considerarmos o "conjunto da obra", mas a derrota em si pode até ser considerada normal, pelas circunstâncias.

Argentina e Nigéria reeditam a final do Mundial Sub-20 de 2005 com as mesmas bases, o que comprova a superioridade dos dois países entre os jogadores de sua geração. As vitórias com autoridade nas semifinais comprovam a tese e mostram que a disputa pelo ouro promete.

(Foto: Agência / AP)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:58 PM
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Segunda-feira, Agosto 18, 2008

BRASIL X ARGENTINA – PREVIEW

BRASIL


Provável escalação: Renan; Rafinha, Alex Silva, Breno e Marcelo; Lucas e Hernanes; Anderson e Diego; Rafael Sóbis e Ronaldinho Gaúcho. Técnico: Dunga;

Esquema tático: 4-2-2-2, com variações para 4-3-1-2 ou 4-2-3-1, de acordo com o posicionamento de Anderson (como meia ou volante-meia) e Ronaldinho Gaúcho (como atacante ou meia aberto pela esquerda);

Pontos fracos: Falta de entrosamento, o que faz o time se perder e não conseguir coordenar as jogadas, guiando-se apenas pelas características dos jogadores. Com isso, Ronaldinho Gaúcho recua demais, isolando o outro atacante à frente e Rafinha pela direita, já que os meias procuram naturalmente o lado esquerdo. A defesa, quando testada, também teve dificuldades, até pela pouca proteção do meio-campo e a deficiência do lateral-esquerdo Marcelo no combate;

Pontos fortes: Os ótimos valores individuais, o talento de Ronaldinho Gaúcho e a boa performance ofensiva de Marcelo. A manutenção da posse de bola, embora muita vezes torne o jogo brasileiro burocrático, tem sido útil para cansar os adversários e aumentar o volume de jogo da equipe de Dunga. Thiago Neves é ótima arma para o segundo tempo, pelo bom toque de bola e os chutes precisos. Para o confronto da semifinal, outra arma do treinador brasileiro é a “fórmula” da Copa América do ano passado, ainda que com jogadores diferentes, com marcação forte no meio e contragolpes em velocidade.

ARGENTINA

Provável escalação: Romero; Zabaleta, Garay, Pareja e Monzón; Mascherano e Gago; Messi, Riquelme e Di Maria; Agüero. Técnico: Sergio Batista;

Esquema tático: 4-2-3-1 que alterna para um 4-3-1-2 com o recuo de Di Maria para o meio e a projeção de Messi ao ataque;

Pontos fracos: O sistema defensivo é o grande problema argentino. Apesar de não ter levado tantos gols, a equipe convive com um buraco na esquerda, às costas de Monzón. A ausência do goleiro Óscar Ustari, cortado por contusão para a convocação de Nicolás Navarro do Napoli, também deve prejudicar ainda mais o setor, ao menos no entrosamento. A falta de poder de fogo do ataque é outro problema. A equipe trabalha a bola, cria as jogadas, mas os gols não têm saído na mesma proporção;

Pontos fortes: Assim como o Brasil, o time de Sergio Batista confia em seus craques. E um deles vem brilhando demais em Pequim e já surge como candidatíssimo a craque do torneio: Lionel Messi marca gols e deixa os companheiros na frente dos goleiros com um mínimo de espaço em campo. O jovem atacante vem compensando com sobras as atuações discretas de Riquelme e Agüero, as outras esperanças dos “hermanos”. A dupla de volantes formada por Mascherano e Gago também tem cumprido boas atuações, compensando as deficiências da retaguarda.

PALPITE

Jogo para prorrogação e até pênaltis. Os times se respeitam demais e têm seus trunfos. A Argentina tem Messi e a confiança de ser a atual campeã olímpica. Já o Brasil impõe respeito pelo retrospecto recente nos confrontos e pelos talentos individuais, especialmente Ronaldinho Gaúcho.

Pela camisa pentacampeã mundial e pela gana de ganhar o ouro, deve dar Brasil na decisão.

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:25 PM
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SELEÇÃO DA RODADA 20

Vanderlei (Coritiba)

Léo Moura (Flamengo)
Renato Silva (Botafogo)
Rever (Grêmio)
Júlio César (Goiás)

Fabrício (Cruzeiro)
William Magrão (Grêmio)
Conca (Fluminense)
Madson (Vasco)

Kléber Pereira (Santos)
Alex Mineiro (Palmeiras)

Técnico: Celso Roth (Grêmio)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:12 AM
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DESTAQUES DO DOMINGO NO BRASILEIRÃO



- A novidade é a chegada mais do que merecida do Bota de Ney Franco ao G-4. Em mais uma partida correta defensivamente, com destaque para Renato Silva, que cresceu demais após a mudança no comando técnico, o time necessitou de uma boa performance de sua dupla de ataque para definir a partida. Na jogada de Wellington Paulista, o gol meio sem querer de Jorge Henrique garantiu mais três pontos fundamentais e a invencibilidade de oito partidas, contando a estréia na Sul-Americana, sendo seis vitórias consecutivas.

Desta vez o meio-campo não funcionou tão bem. Sem Diguinho, a nova formação, com Túlio plantado, Lúcio Flávio pela direita, Zé Carlos na esquerda e Carlos Alberto na ligação, não conseguiu dar fluência ao jogo alvinegro nem tanta proteção à retaguarda. Mas quando a fase é ótima, as vitórias improváveis chegam por vias surpreendentes e a saída de Luciano Henrique tirou a força ofensiva do time de Nelsinho Batista, que despenca na tabela com mais uma derrota.

- A partida gremista, mais uma vez, foi correta defensivamente e de força e velocidade no ataque. A equipe foi superior na maior parte do tempo e novamente teve em William Magrão o seu principal destaque. O técnico volante anulou Richarlyson na primeira etapa e fechou o setor no segundo tempo para garantir a importantíssima vitória.

Só que o triunfo veio num erro grosseiro da arbitragem. Perea marcou o gol único do jogo com mais de um metro à frente da última linha do Tricolor. Um impedimento claríssimo que manchou a justa vitória que poderia ter sido mais elástica não fossem as chances desperdiçadas pelos donos da casa, em especial o gol feito perdido por Reinaldo no rebote de seu chute na trave esquerda de Ceni, já batido no lance. De qualquer forma, os três pontos que praticamente afastam o São Paulo da briga pela taça devem ser comemorados como uma vitória emblemática em busca do tricampeonato.

- Na Vila Belmiro, muita correria e duas equipes totalmente desorganizadas, cometendo erros grosseiros. Enquanto o Santos, no 4-3-1-2, tinha em Kleber um volante-lateral indolente na marcação pela esquerda, o que facilitou o trabalho de Léo Moura, o Flamengo jogava com os três zagueiros inexplicavelmente em linha e, para complicar, com Cristian perdido na marcação à frente da defesa.

Kléber Pereira, artilheiro do campeonato com os dois gols marcados, comandou a virada santista após o gol “pinball” do ala direito rubro-negro. Os donos da casa mereciam a vitória pela maior disposição. Mas a saída de Maikon Leite, outro a sofrer grave contusão neste Brasileiro, tirou boa parte da força ofensiva da equipe. O time rubro-negro, mesmo desarrumado, sem criatividade pela ausência de Juan e nulo no ataque com a atuação apagada do estreante Marcelinho Paraíba, conseguiu um pênalti discutível, mas marcável, de Domingos sobre Ibson e empatou com novo gol de Léo Moura, destaque do Fla junto com Bruno, que garantiu com grandes defesas importantes um empate salvador para os cariocas.

- Um gol sofrido na casa do adversário da forma como aconteceu a falha inacreditável de Clemer derrubaria qualquer time. Ainda mais uma equipe com a confiança abalada, que não consegue se firmar na competição. Perdidos em campo, os comandados de Tite foram presa fácil para o Vasco de Tita, que parece começar a tomar um rumo.

Mesmo sem o goleiro Tiago, que pode já estar negociado com o futebol europeu, o sistema defensivo esteve mais bem posicionado e, apesar das falhas individuais e de algumas boas jogadas dos talentosos atacantes adversários, conseguiu sair sem levar gols. No Inter, Daniel Carvalho, D’Alessandro e Nilmar conseguiram criar alguns bons lances, mas faltou precisão nas conclusões. Mas o grande problema dos gaúchos foi atrás, com uma defesa lenta e desatenta, que não conseguiu acompanhar o jogo veloz do time cruzmaltino, comandado por Edmundo e Madson, e pagou com uma goleada que praticamente liquida o que sobrou das esperanças de uma recuperação colorada no returno.

- Na primeira partida sem Valdívia, o time alviverde novamente mostrou força no Palestra Itália para superar um Coxa que mostra um futebol cada vez mais consistente. Com um bom trio de meias formado por Marlos e João Henrique acelerando o jogo e Carlinhos Paraíba organizando, o time de Dorival Jr. não se intimidou com a “fome” do time de Luxemburgo e tentou criar jogadas para o matador Keirrison.

Mas os donos da casa conseguiram manter um invejável volume de jogo e transformaram o goleiro adversário no nome da partida. Vanderlei fez, pelo menos, quatro grandes defesas e ainda contou com a colaboração do travessão no chutaço de Diego Souza. O mesmo obstáculo que atrapalhou Rodrigo Mancha no primeiro tempo e salvou Marcos. Em uma disputa tão igual, o artilheiro fez a diferença. Alex Mineiro marcou de cabeça seu 12º gol e, mesmo com o sufoco no final com um jogador a menos após a expulsão de Fabinho Capixaba, garantiu a sofrida vitória verde que mantém um dos favoritos ainda sonhando com o pentacampeonato.

(Foto: Agência Lancepress)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:01 AM
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MEA CULPA

É dever desse blogueiro admitir, humildemente, que, embora tenha assistido à maioria das partidas da seleção brasileira feminina de futebol, não fazia a mínima fé nas chances de medalha nesta Olimpíada e, instintivamente, acabava deixando os textos sobre o time de Marta para depois.

Em todas as partidas, a equipe mostrou os velhos problemas de fluência ofensiva, muito por conta da falta de talento de Daniela Alves na ligação do meio com o ataque, e as hesitações defensivas, com muitos espaços entre as alas e o trio de zaga. O time não teve atuações convincentes e dependeu demais dos lampejos de Marta e Cristiane.

Observando os emparelhamentos e prevendo uma semifinal contra as alemães, as esperanças de vitória tendiam a zero, pelo desequilíbrio emocional costumeiro e a “fórmula” do time de Printz para encarar as brasileiras: forte marcação na dupla de ataque, jogadas aéreas e paciência no toque de bola para matar o jogo nas falhas defensivas da equipe de Jorge Barcellos.

E foi o que a Alemanha colocou em prática no primeiro tempo. E foi facilitada pelo erro de Érika logo aos nove minutos, que vacilou na frente de Printz e permitiu que a craque alemã tomasse a bola, driblasse Bárbara e empurrasse para as redes.

Logo depois, Mittag poderia ter ampliado. O Brasil mostrava nervosismo, mas, mesmo assim, passou a criar jogadas a partir dos vinte minutos, muito pela frágil marcação da equipe alemã, que parecia confiante além da conta em uma nova vitória, até porque Marta parecia descontrolada e poderia ter sido expulsa após entrada dura em Stegemann. A punição por menosprezar o adversário veio na grande jogada de Cristiane que terminou no golaço de Formiga, no final do primeiro tempo, que mandou para o espaço a invencibilidade da goleira Angerer contra o Brasil.

Era tudo que as brasileiras precisavam para reconquistar a confiança e fazer uma segunda etapa primorosa. Bem fechada na defesa e com Marta ou Cristiane recuando para assumir a função de Daniela Alves, que recuou para ser mais uma volante na marcação, o time pulverizou o sistema defensivo adversário com lindas jogadas pela direita de Marta, que marcou o terceiro de biquinho no contrapé do goleiro, ao estilo Romário. Antes, a camisa 10 e melhor do mundo já tinha arrancado e deixado Cristiane livre para decretar a virada.

Aos 30, a “cereja do bolo”. Cristiane, a melhor em campo, arrancou da esquerda para o meio, limpou quatro alemães e tocou de direita na saída de Angerer. O “grand finale” da inacreditável goleada foi coroada com dança e muita comemoração. Era o fim de um martírio, de um complexo de inferioridade que na técnica não se justificava.

Agora o trabalho da comissão técnica será fundamental. Mostrar que o ouro não está garantido e que “final antecipada” não existe na prática será essencial para a equipe não perder o foco. Mas não dá para negar que o título ficou muito mais próximo.

E é fato que Marta, Cristiane & Cia. ganham um torcedor mais crédulo a partir de agora. Desculpe e obrigado, meninas do Brasil!

[Publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING]

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:46 AM
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Domingo, Agosto 17, 2008

ENQUETE - RESULTADO

Total:
12 respostas

Pergunta: A Seleção Brasileira masculina de vôlei vai:

Ganhar o ouro – 58,33% (7 votos);
Se contentar com a prata – 25% (3 votos);
Fechar seu ciclo sem medalha – 16,66% (2 votos);
Subir ao pódio com o bronze / Nem chegar às semifinais – 0%.

COMENTÁRIO: A equipe de Bernardinho já entrou para a História do esporte e talento não falta a Giba seus companheiros. Mas o fato é que os principais adversários, especialmente Rússia e EUA, cresceram demais e, o principal, aprenderam a jogar contra o Brasil. Se o ouro vier, será mais na raça e na gana de fechar o ciclo vitorioso com o ouro olímpico do que pela superioridade técnica de outros tempos.

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:02 PM
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O FAMINTO CHELSEA DE SCOLARI



No “début” de Felipão na Premier League, já foi possível perceber no time londrino a habitual volúpia das equipes do treinador brasileiro. Como o Portsmouth não ofereceu maior resistência, a goleada acabou saindo naturalmente.

Com ótimo toque e intensa movimentação de Lampard, Ballack e Deco, o estreante junto com o lateral-direito Bosingwa, os Blues trabalharam com facilidade pelos dois lados do campo com Joe Cole flutuando e Anelka mais enfiado (lembrando muito a dinâmica de Paulo Nunes e Jardel no Grêmio campeão da Libertadores de 1995). A zaga não teve trabalho com o ataque adversário e Obi Mikel esteve bem na proteção.

Com dois gols em cada tempo e uma boa performance até quando foi necessário mudar o esquema de jogo do 4-1-3-2 para o 4-2-3-1, após a contusão de Ballack e a entrada de Malouda, o Chelsea mostrou sua força em Stamford Bridge e as perspectivas para a temporada são ótimas, principalmente se considerarmos que o time ainda terá o retorno de Essien e Drogba à formação titular e poderá contar no futuro com o talento de Robinho no ataque.

O novo time de Scolari já mostra fome no início da competição e não é cedo para apontá-lo como um dos favoritos aos títulos que disputar em 2008/09.

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:14 PM
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ACONTECE...

Quantos atletas escorregam nas dificílimas seqüências da ginástica artística? Quantos erram numa modalidade de nível crescente, em que todos os movimentos são minuciosamente analisados e julgados com excessivo rigor?

Diego fez o seu melhor, mas errou na saída de sua série no solo, que é o “grand finale” de qualquer exibição, e saiu sem medalha. Se sentiu a pressão, desconcentrou ou relaxou não importa tanto. O que valeu foi a luta para representar o Brasil da melhor maneira possível e o trabalho realizado.

O choro e o lamento são válidos. Mostram dignidade e caráter. Difícil de engolir é o “complexo de vira-lata” dos críticos, o oportunismo de quem não dá a mínima para o esporte e agora aparece para detonar o atleta e, principalmente, as manifestações sexistas contra o homem, que faz muito pelo país e é condenado de forma mais implacável pelos preconceituosos de plantão do que pelos jurados das provas.

Parabéns, Hypolito! A Olimpíada não é só levar a medalha para casa.

(Foto: Agência / AFP)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:49 AM
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PHELPS!



Ainda que esta mentalidade de valorizar apenas as vitórias e medalhas não honre o verdadeiro espírito olímpico, não há como virar as costas para a performance de Michael Phelps.

Um atleta que, se fosse um país, estaria entre os oito mais bem colocados no quadro de medalhas merece todos os elogios mais pela vontade de vencer e a técnica apuradíssima - que utiliza até movimentos dos golfinhos para melhorar a performance e servem como referência para concorrentes e aprendizes - do que pelos resultados em si.

E pensar que Phelps chegou às piscinas na infância para melhorar a concentração, já que era uma criança dispersa. Hoje, atento a tudo que o cerca e focado em seus objetivos, o melhor e mais versátil nadador de todos os tempos faz história em uma modalidade cada vez mais competitiva e com tecnologia de ponta contribuindo para o desenvolvimento dos atletas.

Com apenas 23 anos, é dever pensar em Londres-2012, ainda que com aspirações mais modestas. Uma postura mais relaxada pode não dar a mesma chuva de medalhas ao novo mito olímpico, mas certamente ele se divertirá bem mais e curtirá as vitórias que hoje conquista com o planeta em seus ombros.

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:49 AM
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CRUZEIRO 2X1 VITÓRIA



Sem Dinei e Marquinhos, Vagner Mancini precisou mexer taticamente na sua equipe e adotar postura mais cautelosa. Ainda assim, num 4-3-2-1, o Vitória foi melhor na primeira etapa e teve mais chances de gol. Só que Adílson Batista teve visão para mudar a escalação e o jeito de jogar de sua equipe durante a partida e conseguiu seus gols em momentos cruciais, construindo a vantagem que soube administrar na pressão final do time baiano.

O Cruzeiro começou com Elicarlos na lateral-direita, Charles como volante pela direita e Marquinhos Paraná pela esquerda, no tradicional 4-3-1-2. Ao perceber que Willians atuava aberto pela direita para explorar as descidas de Jadílson e nenhum jogador do Vitória fazia o mesmo pelo lado oposto, já que Ramon atuava mais centralizado, Adílson trocou o posicionamento de Elicarlos e Marquinhos Paraná para melhorar o apoio pela direita e a marcação do outro lado.

Mesmo levando alguns sustos na defesa e concluindo pouco, foi no espaço entre os volantes, muito centralizados, e o lateral-esquerdo Daniel, que Charles recebeu a cobrança de lateral e acertou uma bomba de canhota no ângulo de Viáfara. O gol foi importante para diminuir o ímpeto do adversário e também superar o susto pela imagem chocante da fratura de tornozelo do atacante Rômulo, que deu lugar a Jajá.

Na segunda etapa, com o Vitória de volta ao 4-2-3-1 com a entrada de Rodrigão na vaga de Renan e Adriano passando para o lado esquerdo, o Cruzeiro recuou suas linhas e, nos contragolpes, foi mais contundente no ataque e ampliou num belo gol de Guilherme, agora também artilheiro da competição, com onze. Mancini, então, trocou Adriano por Ricardinho e Willians por Jackson, apostando no toque de bola para furar o forte sistema defensivo azul e teve ótima chance com Ramon, que bateu dentro da área para grande defesa de Fábio.

Com mais espaços após as expulsões de Charles e Leonardo Silva, que se desentenderam numa formação de barreira, o time baiano aumentou a pressão e conseguiu diminuir numa jogada bem trabalhada pelos três jogadores que entraram e concluída com força e precisão por Ricardinho, aos 42. Mas o Cruzeiro, com Camilo e Fernandinho nas vagas de Jajá e Wagner, soube marcar e tocar a bola para garantir o início do returno com uma vitória fundamental.

Sem Ramires, Adílson terá mais problemas para escalar o meio-campo para o difícil confronto contra o Bota fora de casa na próxima rodada, já que não poderá contar com Charles e Fabrício, suspensos. Com o Grêmio folgado na liderança e a briga parelha no G-4, será essencial pontuar no Engenhão.

O Vitória amarga mais uma derrota para um concorrente direto e lamenta as chances desperdiçadas, além dos desfalques importantes. A ordem agora é torcer contra os rivais da parte de cima da tabela e preparar a equipe para manter o bom desempenho em seus domínios contra o Sport.

(Foto: Agência Estado)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:49 AM
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Quinta-feira, Agosto 14, 2008

DERROTA (QUASE) NORMAL



Ser derrotado numa partida não eliminatória, sem Giba durante quase toda a partida contra um timaço russo que vai achando seu jeito de atuar, com um incrível revezamento entre os jogadores e um talento como o jovem oposto Mikhaylov, que, se mantiver o nível, pode se transformar num dos maiores atacantes da História, e ainda enfrentar uma arbitragem no mínimo confusa, não é nada do outro mundo nem motivo para desespero ou “frituras” antecipadas.

Mas parece claro que o time não está lidando bem com as adversidades e, óbvio, Ricardinho está fazendo falta nos confrontos mais complicados, em que sua capacidade de improviso e de arriscar mesmo sem o passe na mão sempre faziam a diferença. Contra uma equipe de saque pesado (ainda que com muitos erros) e bloqueio altíssimo, fazer o óbvio (bola “quebrada” para os ponteiros) é pedir para ser derrotado.

Não dá para negar também que os adversários cresceram, aprenderam a enfrentar o maior time da História e acreditam que podem vencer, o que não ocorria antes, tamanha a superioridade e a “fome” desse grupo que dá sinais do natural desgaste após oito anos de conquistas e pódios.

A torcida continua, mas com uma convicção crescente de que desta vez não teremos medalha, o que não desabona em nada essa equipe excepcional, que será lembrada com carinho independente do que acontecer na seqüência do torneio em Pequim.

(Foto: Agencia/Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:49 AM
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A "SONO-AMERICANA"

Como apaixonado por futebol e alguém que pretende abraçar com seriedade o jornalismo esportivo como ofício, sentei para assistir a Vasco X Palmeiras e cheguei a fazer algumas anotações sobre o jogo, como escalações, esquemas táticos, etc.

Mas o cansaço acumulado das madrugadas olímpicas e o espírito de jogo-treino da partida me derrubaram.

Desculpem o radicalismo, mas como respeitar um torneio que não é levado a sério nem pelos próprios clubes? O que dizer de uma disputa que faz o Grêmio dar de ombros à ferrenha rivalidade regional e escalar reservas num clássico tradicional enfrentando as estrelas contratadas pelo Inter? Nem a boa premiação parece ser tão atrativa.

Até as equipes que pretendem utilizar os titulares, como Botafogo e Internacional, verão seus jogadores instintivamente priorizando o Brasileirão. Ainda mais se o time estiver disputando vaga na Libertadores, essa, sim, a competição sul-americana desejada pelos brasileiros. De positivo, apenas a oportunidade para os treinadores de observar jovens valores e reservas que não conseguem maiores oportunidades na equipe.

Que depois dos confrontos nacionais possamos ter jogos mais interessantes e que as nossas equipes que permanecerem, se definirem mais cedo suas aspirações na competição prioritária no país, possam ter uma campanha digna e, quem sabe, até conseguir o titulo que ainda falta aos nossos clubes, embora eles não pareçam lá muito preocupados com essa ausência na sala de troféus.

Enquanto os atletas estiverem fazendo história em Pequim e os meros mortais fazendo força para acompanhar, a competição continental continuará justificando seu maldoso "apelido".

(Foto: Maurício Val / VIPCOMM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:54 AM
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Terça-feira, Agosto 12, 2008

OLHO TÁTICO

OS LOSANGOS DE NEY FRANCO


O segredo da recuperação alvinegra no Brasileiro, além da motivação e tranqüilidade passadas pelo treinador Ney Franco, passa pela organização do setor que faz o jogo de qualquer equipe fluir: o meio-campo.

Ney, que já conhecia as características da maioria dos jogadores de tanto enfrentá-los nos tempos de Flamengo e até com o Atlético-PR, definiu que, independente da escalação, salvo raras exceções, o esquema seria o 4-3-1-2, com o meio em losango.



Com todos os jogadores disponíveis, a escalação no setor é: Diguinho mais plantado, Túlio pela esquerda, um pouco mais recuado, mas com liberdade para atacar (e como tem atacado e marcado gols importantes!), Lúcio Flávio pela direita com um pouco mais de liberdade, mas auxiliando no combate, e Carlos Alberto liberado para usar seus dribles e chutes mais perto do gol, além de encostar para as jogadas com Jorge Henrique e Wellington Paulista à frente.



Entre outras tantas variações que Ney utilizou desde sua chegada ao clube, no domingo contra o Palmeiras, com as ausências de Carlos Alberto, mais uma vez suspenso, e Leandro Guerreiro contundido, o técnico colocou Zé Carlos pela esquerda, plantou Diguinho, trocou Túlio de lado e manteve Lúcio Flávio na ligação. E na persistência de Jorge Henrique, que a diretoria garantiu a permanência, saiu o gol de Zé Carlos que ratificou a ascensão do Bota.

Com seus losangos armados de acordo com as circunstâncias e dentro do rodízio que vem promovendo, Ney Franco arrumou o meio-campo, que garante a solidez defensiva com boa marcação e municia os atacantes, que não mais podem reclamar de solidão.

E o Fogão cresce.

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:28 AM
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TOP 10 - CANÇÕES HIPNÓTICAS - INTERNACIONAIS

Sabe aquela música que é você ouvir e grudar na sua mente, não como um "chiclete", que é o que normalmente acontece com aqueles "(s)hits instantâneos", mas como uma espécie de "mantra", que te faz cantar mentalmente por várias horas ou até o dia todo, de tão envolvente que é a melodia?

Segue a minha lista das "10 mais" internacionais:

1 - "Wicked Game" - Chris Isaac;

2 - "Hunger Strike" - Temple of the Dog;

3 - "Because" - Beatles;

4 - "With or Without You" - U2;

5 - "Creep" - Radiohead;

6 - "The One I Love" - REM;

7 - "Wake up" - Arcade Fire;

8 - "Paradise" - Sade;

9 - "Black" - Pearl Jam;

10 - "Under Pressure" - Queen & David Bowie.

posted by ANDRÉ ROCHA | 4:25 AM
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Segunda-feira, Agosto 11, 2008

BRASILEIRÃO - SELEÇÕES

RODADA 19


Victor (Grêmio)

Patrício (Portuguesa)
Léo (Grêmio)
Pereira (Grêmio)
Triguinho (Botafogo)

William Magrão (Grêmio)
Willians (Vitória)
Ramon (Vitória)
Marlos (Coritiba)

Jorge Henrique (Botafogo)
Keirrison (Coritiba)

Técnico: Dorival Jr. (Coritiba)

PRIMEIRO TURNO

Victor (Grêmio)

Thiaguinho (Botafogo)
Fábio Luciano (Flamengo)
Pereira (Grêmio)
Juan (Flamengo)

Túlio (Botafogo)
William Magrão (Grêmio)
Carlinhos Paraíba (Coritiba)

Valdívia (Palmeiras)

Keirrison (Coritiba)
Guilherme (Cruzeiro)

Técnico: Ney Franco (Botafogo).

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:44 AM
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Domingo, Agosto 10, 2008

O BRASILEIRÃO E O BASQUETE NORTE-AMERICANO

Uma das grandes atrações dos Jogos Olímpicos de Pequim, o time americano de basquete masculino já apresentou um jogo arrasador na estréia contra os chineses, encantando o planeta com lances espetaculares e uma regularidade impressionante. Depois de perder o encanto após o lendário “Dream Team” de 1992 e do vexame em Atenas, os EUA chegam para massacrar seus oponentes e restabelecer a ordem mundial no esporte.

A principal mudança é que, após anos de acomodação e arrogância de popstars, os craques da NBA voltaram à essência da escola do país: uma forte defesa que garante um volume de jogo sufocante e a tranqüilidade para tentar jogadas diferentes. Com estrelas consagradas marcando obsessivamente, o show é garantido na retomada de bola e nos contragolpes. Com o adversário pontuando pouco, os placares elásticos se tornam comuns.

Neste Campeonato Brasileiro, assim como o de 2007, fica claro que o rendimento defensivo, se inserido numa proposta que não abdique do ataque, é o melhor caminho para o sucesso na competição.

Depois da intransponível defesa comandada pela revelação Breno que conduziu o São Paulo ao pentacampeonato com incríveis 19 gols sofridos, o Grêmio de Celso Roth, se não tem desempenho semelhante, com 12 em apenas um turno, faz da solidez da retaguarda sua arma para “tourear” seus adversários e matar o jogo quando melhor lhe convém. Com um trio de zaga alto e bom no combate direto, além de volantes que desarmam e saem para o jogo com desenvoltura, a equipe oscilou apenas no período entre a saída de Roger e o retorno de Tcheco e chegou à liderança com autoridade e bom futebol.

Na “gangorra” do campeonato, é possível perceber que a irregularidade das equipes passa pela capacidade de efetuar desarmes. Nas dez rodadas em que esteve na liderança, o Fla era o rei das roubadas de bola, com destaque para Juan e Toró. Depois da queda física do time que fragilizou a marcação, o time nem levou tantos gols, mas perdeu a dinâmica e a posse de bola, despencando da tabela.

Outros times subiram na classificação quando passaram a marcar melhor e tomar poucos gols. No Botafogo de Ney Franco, o meio-campo acertou seu posicionamento e passou a proteger mais a sua defesa. Levando apenas um gol nas últimas seis partidas, o time conseguiu cinco vitórias e encostou no G-4. Já o Coxa, após a derrota para o Grêmio em casa, mudou o esquema tático, povoando o meio e postando melhor a sua última linha. Com um Keirrison inspirado no ataque, o time venceu Santos e Vasco fora, arrasou o Sport no Couto Pereira e entra no returno pensando em Libertadores.

Um São Paulo preguiçoso e sem inspiração e o Palmeiras de Luxemburgo com sérias dificuldades de vencer fora do Palestra Itália, ainda assim conseguem se manter entre os primeiros pelos poucos gols sofridos, assim como o Cruzeiro, que é forte mas ainda não inspira confiança para a disputa do título exatamente pelos problemas no miolo de zaga e a inconstância de seu meio-campo.

Na zona do rebaixamento, os números não dizem tudo, mas mostram que o Ipatinga, mesmo sem campanha vexatória, dificilmente escapará do descenso e Santos e Vasco, com um saldo negativo absurdo, devem começar a se preocupar com segundo turno. Na contramão, sendo a exceção que confirma a regra, temos apenas o Atlético-PR, que tem os mesmos gols sofridos de Palmeiras, São Paulo e Vitória mas, por conta da performance ridícula do ataque, com 17 gols, habita a parte de baixo da tabela.

Sem o simplismo de levantar a bandeira da cautela excessiva, é dever ressaltar a importância de um sistema de jogo coeso, com bons valores que consigam executar suas funções táticas com correção e fazer da retomada de bola o meio de impor sua qualidade aos adversários num futebol em que os espaços estão cada vez mais escassos.

É de pensar (ou delirar) se no futuro, assim como nos ginásios lotados para ver os craques americanos na principal Liga do planeta, os torcedores brasileiros gritarão a plenos pulmões a cada ataque do oponente: “Defesa, defesa!”

(Fotos: GLOBO.COM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:48 PM
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VITÓRIA 5X0 VASCO



Sem tempo para trabalhar depois de assumir o time na quinta-feira, Tita tentou fazer o teoricamente mais simples: arrumar a defesa. Não conseguiu, pelas próprias limitações e um ótima atuação do Vitória, que buscava reabilitação no campeonato após duas derrotas para adversários diretos no G-4 e, jogando com concentração e o tradicional espírito ofensivo, marcou os gols com naturalidade.

O novo treinador vascaíno armou sua equipe num 4-2-2-2 clássico, mas com uma mudança para dar balanço defensivo: Rodrigo Antônio como lateral-zagueiro pela esquerda para liberar Wagner Diniz para o apoio no lado oposto. Para compensar, Madson e Leandro Amaral ficariam mais pela esquerda para armar as jogadas. O problema é que Jonílson, que jogou no sacrifício, não dava o devido suporte ao jogador improvisado e o setor se transformou em um convite ao insinuante ataque do time de Vagner Mancini.

Com Ramon e Willians com liberdade para armar as jogadas e Marquinhos caindo pelos lados para municiar Dinei, a equipe baiana conseguiu envolver com facilidade a desentrosada defesa vascaína e abriu o placar cedo no gol de Dinei.

Defensivamente, o time mais uma vez teve problemas com a defesa avançada, “à espanhola”. Quando Madson conseguiu encostar na dupla de ataque, o Vasco criou boas chances, a melhor aos 22, com Leandro Amaral achando Madson que, de calcanhar, deixou Edmundo na cara do gol, mas o veterano atacante isolou. Edmundo ainda tentou na cabeçada que Viáfara defendeu milagrosamente. No lance, o “Animal” se chocou com o zagueiro Leonardo Silva e ficou zonzo, o que o impossibilitou de voltar para a segunda etapa. Mas antes do intervalo, a defesa do time cruzmaltino vacilou novamente e Ramon ampliou o placar aos 43.

Com Jean na vaga de Edmundo e Alex Teixeira substituindo o inócuo Victor, o Vasco tentou acelerar o jogo e usar a chegada dos homens de trás para surpreender a zaga adversária, mas o time falhava no último passe. Para complicar ainda mais, Leandro Amaral recebeu forte entrada no tornozelo e saiu para a entrada de Alan Kardec, tirando de vez a força ofensiva da equipe.

O Vitória, que parecia acomodado com o placar, voltou a jogar depois das substituições e marcou exatamente com os jogadores que entraram. Aos 15, Leandro Domingues, que substituiu Marquinhos, recebeu bom passe de Willians, o destaque da partida, e tocou na saída do goleiro; Aos 24, após belíssima troca de passes, Dinei ajeitou e Jackson, de “três dedos”, acertou o ângulo de Tiago. O veterano meia havia substituído Willians três minutos antes.

E aos 36, com o Vasco andando em campo, abatido com tantos problemas, o ataque baiano inverteu a bola de um lado para o outro até Leandro Domingues achar Adriano, que havia entrado no lugar de Dinei e bateu forte para definir a supergoleada que dá novo ânimo ao Vitória para o returno e preocupa os vascaínos, que vêem seu time entrar na zona do rebaixamento e, pelas últimas atuações, não conseguem enxergar alternativas a curto prazo para sair desta incômoda situação.

(Foto: Eduardo / ATarde / Futura Press)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:36 PM
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ENFIM, O TALENTO

A fragilidade da Nova Zelândia, apesar da organização defensiva e disciplina tática, deve ser levada em consideração, mas foi bom ver Ronaldinho Gaúcho novamente marcando gols e dando espetáculo com a (estranha) camisa do Brasil.

Mais que isso, deu gosto ver o time progredir em relação à estréia, com mais movimentação dos meias e a projeção dos laterais, especialmente Marcelo, que sempre tem mais companhia pela esquerda. A jogada para o belo gol de cabeça de Pato foi perfeita em toda a sua execução.

Desta vez o toque de bola da equipe de Dunga, girando para achar espaços no 4-2-3-1 bem desenhado do adversário, foi oportuno e os gols saíram com naturalidade, com a bola sempre passando pelos pés do capitão e camisa 10 brasileiro, o grande destaque da partida com dois gols e ótimas jogadas que lembraram o bi melhor do mundo 2004/05.

O time ainda tem muito a melhorar coletivamente. Anderson e Diego precisam ser mais constantes, o lado direito necessita de mais gente para trabalhar com Rafinha e Marcelo tem que combinar o ótimo apoio com uma marcação eficiente, para não sacrificar Breno e os volantes na cobertura. Mas a atuação, no geral, foi animadora para a sequência do torneio.

Se a vitória era previsível e até Sóbis marcou o seu na goleada, valeu a pena ficar acordado para ver o talento de volta ao jogo da seleção.

(Foto: AP/Agência)

posted by ANDRÉ ROCHA | 8:02 AM
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ESTRÉIA COM MORAL



Vencer o Egito sem perder sets já era esperado. Mas para uma equipe com a confiança abalada e sua superioridade questionada, uma atuação segura, sem dar chances ao oponente, foi importante para dar moral.

O time sofreu com os bons saques egípcios, errou algumas combinações e André Nascimento não esteve tão bem como em outras oportunidades. Mas o bloqueio funcionou, Giba desequilibrou e os campeões olímpicos mantiveram a seriedade durante todo o tempo.

Com as pedreiras que virão pela frente, impor o primeiro 3 a 0 do vôlei masculino (os EUA penaram para superar os venezuelanos por 3 a 2) foi fundamental para provar que o Brasil está ligado e com sede de medalha.

(Foto: Agência/Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 5:48 AM
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PARA NÃO DEIXAR DÚVIDAS

Uma atuação perfeita na segunda etapa, após sofrer com Petkovic e o ímpeto atleticano no primeiro tempo, garantiu o Grêmio no topo da tabela na virada do turno. A consciência defensiva da equipe e a organização nos contragolpes transformaram em goleada uma partida que se apresentava complicada no Mineirão.

A dificuldade no início foi achar o camisa 10 do Galo, que atuava solto no 4-3-1-2 de Marcelo Oliveira e conseguia confundir Rafael Carioca e William Magrão na marcação. O lado direito, com Mariano e Márcio Araújo levando vantagem sobre Anderson Pico e Rever, também complicava a saída gremista para o ataque.

Depois de muita pressão e uma bola no travessão de Pet numa tentativa de cruzamento pela esquerda que virou chute aos 14, o Galo diminuiu o ritmo nos últimos vinte minutos e foi punido com um gol de líder, de uma equipe que carrega a sorte junto com a enorme competência apresentada: Marcel recebeu pela meia direita e lançou nas costas de Édson para William Magrão, numa de suas poucas descidas, chutar e a bola, depois de desviar em Leandro Almeida, matar o goleiro Edson.

A vantagem deu a segurança que os visitantes precisavam e tiraram a confiança do Galo, que até tentou voltar do intervalo pressionando e ameaçou em chute de Leandro Almeida que Victor abafou logo aos dois minutos. Mas o Grêmio voltou mais bem posicionado, fechando os caminhos de Petkovic, acertando a marcação pelo lado esquerdo e liberando Paulo Sérgio para o apoio pela direita. Aos 7, o ala direito recebeu de Perea e cruzou para cabeçada forte e precisa de Marcel, mas o goleiro Edson fez defesa espetacular. Foi o prenúncio do massacre que viria a seguir.

A movimentação no meio-campo, com Tcheco recuando para armar e atraindo a marcação para que William Magrão e Paulo Sérgio se aproximassem da dupla de ataque, desmontou o sistema defensivo do adversário. O segundo gol saiu de pênalti bobo de Vinícius em Perea que Tcheco bateu com perfeição.

No desespero, Marcelo Oliveira abriu sua equipe de vez ao trocar Rafael Miranda e Rafael Aguiar por Gedeon e Eduardo, com o Galo atuando no 4-2-2-2, e depois promovendo a volta de Tchô, após sete meses de recuperação de uma fratura na fíbula e tíbia esquerdas, na vaga de Márcio Araújo. O time mineiro até ameaçou com Jael, que lutou bastante com a zaga adversária, e com o próprio Tchô, após driblar Pico e bater para nova grande defesa de Victor, um dos destaques gremistas na competição.

Mas nos últimos quinze minutos, com Souza e Reinaldo nas vagas de Tcheco e Marcel, que irritou Roth ao perder gol feito diante de Edson, o Grêmio matou o jogo pela direita, em cima de Calisto que, perseguido pela torcida, errou tudo que tentou. Na primeira combinação entre os dois substitutos, mais um gol de Reinaldo. E, depois de Perea perder gol feito, foi o ex-atacante do Botafogo que definiu o placar, após receber belo passe de Paulo Sérgio e marcar seu sexto gol na competição nas últimas seis partidas.

Um triunfo para não deixar dúvidas de quem é a melhor equipe do atual futebol brasileiro. O melhor aproveitamento em um turno na era dos pontos corridos (71,9%), a defesa menos vazada (12), o ataque mais positivo (35) e um time sólido e iluminado dentro e fora do Olímpico.

É pecado sonhar com o título?

[Publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING.]

(Foto: Lancepress)

posted by ANDRÉ ROCHA | 4:48 AM
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Sábado, Agosto 09, 2008

NOTAS DIÁRIAS – ESTRÉIA DO VÔLEI MASCULINO



OS PRINCIPAIS RIVAIS


EUA - Além do jogo consistente apresentado na conquista da Liga Mundial, os americanos surgem como a grande ameaça ao bi porque seu jogo “encaixa” com o brasileiro. Foi assim na estréia do Mundial de 2006 e em duas finais de Copa América (2005 e 2007). O grande destaque é o experiente levantador Ball, que fez uma Liga quase perfeita. O oposto Stanley desmonta defesas com cortadas e saques potentíssimos e os ponteiros Priddy e Salmon também definem pontos importantes. O ponto fraco é a irregularidade que faz o time se complicar contra adversários mais modestos.

ITÁLIA – A equipe só conseguiu sua vaga no Pré-olímpico e não é nem sombra do time tricampeão mundial e que conquistou duas medalhas de prata em 1996 e 2004. O grande trunfo da seleção, além da tradição, é ter treinado mais tempo com a bola que será utilizada em Pequim e ter descartado o convite para participar das finais da Liga para poder observar todos os adversários. A equipe do técnico Andrea Anastasi basicamente depende dos ataques do oposto Fei. Depois da hegemonia nos anos 90, os italianos se acomodaram e não se adaptaram às mudanças nos métodos de treinamento e às inovações táticas. Estão nessa lista mais pela história e o “fator surpresa” do que pelas qualidades apresentadas até agora.

RÚSSIA – Como sempre, o time russo apostará na força e na altura para se impor. Sem muitas variações de jogadas, mas muita precisão e frieza, a equipe do técnico Vladimir Alenko surge como favorita natural para o ouro olímpico, vencido pela última vez quando ainda era União Soviética, em 1980. Os grandes pilares do time são o oposto Poltavskiy e o ponteiro Tetyukhin. Mas o líbero Alexey Verbov, companheiro de Giba no Iskra Odintsovo, e o jovem oposto reserva Maxim Mikhaylov, que arrasou o Brasil na decisão do bronze na Liga Mundial, também devem dar trabalho. O entrosamento do time, que tem a base do Dínamo de Moscou, é outro ponto forte. A previsibilidade do jogo e a instabilidade emocional, apesar da experiência, pesam contra.

SÉRVIA – Últimos campeões olímpicos antes da “Era Bernardinho”, ainda junto com os montenegrinos, os sérvios, depois de algumas decepções, como as derrotas nas Ligas de 2003 e 2005 para o Brasil, resolveram partir para uma renovação e conseguiram mesclar com equilíbrio novos valores com os medalhistas de ouro de 2000. O time foi arrasador no Rio e só foi derrotado para os inspirados americanos na decisão. Apesar de jovens promissores como o ponteiro Janic e o meio-de-rede Podrascanin, os grandes destaques do time do técnico Kolakovic continuam sendo o cracaço Miljkovic, oposto de fantástico aproveitamento, o meio-de-rede Geric e o levantador e capitão Nikola Grbic. O time é uma grande incógnita por possuir grandes talentos individuais, mas também apresentar fragilidades emocionais nas adversidades e também depender demais do veterano Miljkovic nos momentos decisivos.

(Foto: Divulgação/ CBV)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:20 AM
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BRASILEIRÃO – 19ª RODADA – PALPITES

FLAMENGO 1X2 ATLÉTICO-PR;

ATLÉTICO-MG 0X2 GRÊMIO;

SÃO PAULO 1X0 GOIÁS;

BOTAFOGO 2X1 PALMEIRAS;

VITÓRIA 1X1 VASCO;

CORITIBA 3X1 SPORT;

PORTUGUESA 0X2 CRUZEIRO;

NÁUTICO 2X1 SANTOS;

IPATINGA 0X1 FLUMINENSE;

INTERNACIONAL 2X0 FIGUEIRENSE.

Ouça também as previsões para o principal jogo da rodada.


No Yahoo! Vídeo

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:03 AM
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Sexta-feira, Agosto 08, 2008

NOTAS DIÁRIAS - ESTRÉIA DO VÔLEI MASCULINO

A de hoje é curtíssima e direta.

Participe da nova ENQUETE à sua direita com a sua expectativa para o desempenho do time de Bernardinho em Pequim.

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:27 PM
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ENQUETE - RESULTADO

Pergunta:
O que esperar da Seleção Olímpica, talentosa mas prejudicada pelo descaso da CBF com a preparação e pelo desentrosamento da equipe?

Total: 15 respostas

Ouro – 40% (6 votos);
Cai na primeira fase – 33,33% (5 votos);
Bronze / Fica pelo caminho – 13,33% (2 votos);
Prata – 0%.

COMENTÁRIO: Difícil imaginar onde esse time de Dunga pode chegar. Muitos talentos, mas pouco tempo de preparação, problemas táticos e nenhum entrosamento. O resultado da enquete é um retrato das expectativas: tanto pode chegar ao título quanto ser eliminado prematuramente. Mas depois da vitória sobre a Bélgica, mesmo devendo bola, a desclassificação na primeira fase parece improvável. Considerando que, fora a Itália de Giovinco, ninguém empolgou na estréia, dá para acreditar na seleção.

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:22 PM
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E O SONHO OLÍMPICO?

Nos meus sonhos juvenis, eu sempre me via como um atleta profissional de futebol, basquete ou vôlei e me imaginava disputando uma Olimpíada.

É óbvio que visualizava as partidas e a chegada ao pódio, mas uma das partes mais prazerosas dos meus devaneios era me imaginar chegando no local onde os atletas se reúnem, poder conhecer gente de todos os países e também participar da mítica cerimônia de abertura.

Hoje, assistindo à abertura dos Jogos de Pequim e tomando conhecimento das preocupações da China com os recordes da cerimônia e de medalhas, dos atletas que preferiram ficar de fora para se concentrarem nas competições e outros que preferem ficar longe da Vila Olímpica ou dentro dela, mas sem manter contato com os demais participantes, me peguei pensando na proposta da criação dos Jogos da Era Moderna.

No excelente “Almanaque Olímpico SporTV” dos jornalistas Armando Freitas e Marcelo Barreto, que ganhei de presente da emissora (Obrigado, Hugo!), consta o texto da Carta Olímpica, escrita pelo Barão Pierre de Coubertin no final do Século XIX, que diz que “Ao associar o Esporte com a cultura e a educação, o Olimpismo se propõe a criar um estilo de vida baseado na alegria do esforço, no valor educativo do bom exemplo e no respeito pelos princípios éticos universais”.

Mesmo não querendo bancar o ingênuo idealista e entendendo o evento também como um produto comercial, é dever questionar a “moral” que a China possui para sediar as Olimpíadas dentro desta proposta humanitária e pautada no pacifismo, e também o que sobrou deste espírito olímpico num mundo globalizado de hoje, onde o que importa é o resultado final, em que a (ainda) grande potência prega que apenas competir é para os fracos e o importante é a vitória. Em qualquer lugar, em qualquer campo de atividade.

Entre o medo que reforça a segurança, a indiferença ao espírito solidário entre os atletas e o foco obsessivo e paranóico nos resultados, onde ficou o sonho olímpico além do belo e lúdico momento, apesar de toda a parafernália tecnológica, do acendimento da tocha e todo o seu simbolismo?

Que todos os atletas, os presentes ou ausentes na cerimônia, façam mais uma vez a beleza de um evento de grande significado para todos aqueles que ainda acreditam em sonhos.

(Foto: Agência/Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:17 PM
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SELEÇÃO DA RODADA 18

Fábio (Cruzeiro)

Thiaguinho (Botafogo)
Thiago Heleno (Cruzeiro)
Danilo (Atlético-PR)
Juan (Flamengo)

Sandro Silva (Palmeiras)
Diguinho (Botafogo)
Gérson Magrão (Cruzeiro)
Valdívia (Palmeiras)

Iarley (Goiás)
Washington (Fluminense)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:17 AM
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A BRIGA NO TOPO

CRUZEIRO 2X0 INTERNACIONAL



Mais uma partida consistente do time de Adilson Batista. Com bom volume de jogo e ótima atuação de Gérson Magrão, o time mineiro marcou seus gols no início dos dois tempos e teve outras chances para ampliar.

O Inter até tentou reagir, mas a falta de criatividade no meio, por conta da aposta na velocidade de Rosinei e Adriano, e, principalmente, o pênalti defendido por Fábio no chute de Nilmar desarticularam o time gaúcho, que espera crescer no returno com a entrada de seus reforços de peso.

O Cruzeiro agora torce para o arquirival e vai ao Canindé, sem Guilherme, suspenso pelo terceiro amarelo, tentar superar uma Lusa desesperada. Se o Galo tirar pontos do Grêmio no Mineirão, a Raposa pode beliscar a liderança na virada do turno, consolidando a ótima fase, curiosamente iniciada após a saída de Ramires para a Seleção Olímpica.

PALMEIRAS 3X0 VITÓRIA



Show verde num molhado Palestra Itália. Sem Kleber e Denílson, Luxemburgo apelou para o 4-3-1-2 e não se arrependeu, já que Valdívia marcou gol e desequilibrou atuando mais à frente, Diego Souza cresceu demais na ligação e os volantes, além da ótima marcação, ainda apareceram na frente, como no golaço de Sandro Silva em linda arrancada.

O Vitória pagou pela fragilidade defensiva. A última linha muito avançada foi um convite aos velozes contragolpes dos donos da casa. E o gramado encharcado prejudicou o toque e a agilidade da equipe de Vagner Mancini, que deve juntar os cacos das derrotas para os adversários diretos e projetar as pretensões baianas no returno.

A última rodada não deve tirar a terceira posição do Palmeiras, mas um triunfo fora de São Paulo contra um Bota em ascensão dará a confiança necessária para a equipe que tanto investiu possa sonhar com o pentacampeonato e confirmar o favoritismo do início da competição.

(Fotos: Divulgação/Agência Estado)

posted by ANDRÉ ROCHA | 8:55 AM
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O MELHOR DO RIO!



Nem a expulsão de Carlos Alberto, tão tola da parte do jogador quanto um pouco forçada por conta da arbitragem, tirou a organização e a vontade de um time cada vez mais redondo e que soube se comportar diante de um adversário com um a mais e determinado a atacar. Foi a primeira vitória do Botafogo no Orlando Scarpelli na história dos confrontos entre os alvinegros.

O jogo começou eletrizante, com as duas equipes com propostas altamente ofensivas. Só para se ter uma idéia, Lúcio Flávio e Rodrigo Fabri, dois meias de ligação bem ofensivos, atuavam de volantes-meias e se enfrentavam pelo lado direito da defesa do Bota. Ney Franco e PC Gusmão, adeptos fiéis do 4-3-1-2, até pela forte influência de Luxemburgo no trabalho dos dois, tentaram abafar o oponente logo no início e várias chances de gol foram criadas por conta disso.

De tanto insistir pelo lado direito, com Thiaguinho, Lúcio Flávio e Wellington Paulista, que já tinha penetrado duas vezes entre Asprilla e William Matheus e chutado com perigo, o Alvinegro carioca abriu o placar com um golaço de virada de Túlio. O volante, liberado pelo treinador para apoiar pela esquerda, já que Triguinho atua mais plantado, vem marcando presença na área e surgindo como mais uma opção de Ney.

O Figueirense, que só ameaçava em bolas paradas e chutes de longa distância de Fabri e Cleiton Xavier, só foi crescer na partida após a saída de Carlos Alberto, que pagou pela fama de jogar com os braços abertos ao ser perseguido pela torcida catarinense e levar o primeiro amarelo sem ter atingido o adversário. Depois disso, perdeu novamente a batalha contra seu temperamento explosivo e bateu e reclamou até levar o vermelho. Ney Franco manteve o esquema e a postura do time. Num 4-3-1-1, com Jorge Henrique recuando para marcar pela esquerda, o time se fechava bem e tentava organizar contragolpes para Wellington Paulista concluir, mas o atacante acabou se machucando sozinho e saindo para a entrada de Leandro Guerreiro, que foi jogar mais plantado, liberando Diguinho e isolando Jorge Henrique à frente.

O Figueirense, que antes só não tinha empatado com William Matheus porque Triguinho, com sua cabeça “privilegiada”, tinha salvado em cima da linha, adiantou suas linhas, liberou Anderson Luiz para apoiar pela direita, com a cobertura de Magal, e avançou Rodrigo Fabri quase como um terceiro atacante. E por pouco não marcou nos acréscimos em cabeçada estranha de Rafael Coelho que quase encobriu Renan.

PC Gusmão, na tentativa de tornar ainda mais forte seu lado esquerdo, trocou William Matheus por Marquinho no intervalo. Ele só não contava que o Bota fosse voltar mantendo a proposta agressiva e aproveitasse o espaço aberto para ampliar o placar, aos 9, com Thiaguinho concluindo com perfeição uma belíssima troca de passes entre Lúcio Flávio, Túlio e Diguinho, que deixou o jovem lateral-direito na cara de Wilson.

Os donos da casa se viram em um dilema até os quinze minutos da segunda etapa: tentavam atacar em massa, mas levavam sustos com os ataques rápidos do adversário, que quase definiu o jogo em chute forte de Lúcio Flávio, após arrancada de Jorge Henrique pela esquerda. Wilson conseguiu salvar.

O alívio veio com o cansaço do Botafogo e o gol de Rafael Coelho, em falha de Renan e Renato Silva, que trombaram e deixaram a bola chegar ao atacante. Gusmão, que já havia trocado um cansado Fabri por Ricardinho (ex-Grêmio e Palmeiras), tentou sua última cartada colocando o atacante Edu Sales na vaga de Anderson Luiz. O Figueira partiu para um 2-5-3, com apenas a dupla de zaga mais plantada para vigiar Jorge Henrique.

Nos últimos vinte e cinco minutos, além dos quatro de acréscimo, o time carioca, que ainda trocou um extenuado Jorge Henrique por Gil aos 42, conseguiu suportar a forte pressão do adversário, que reclamou pênalti de Thiaguinho em Marquinho aos 34, mas o árbitro Ricardo Marques observou bem que o lateral do Bota recolheu o pé antes de tocar e Marquinho dobrou o joelho e se atirou. Rafael Coelho ainda tentou encobrir Renan por duas vezes, mas na primeira Túlio salvou e na última, aos 43, o jovem goleiro conseguiu tocar na bola e desviar.

A melhor equipe do Rio, ainda que não na tabela, já que o Fla se mantém em sétimo pelo saldo de gols, confirma o ótimo momento com duas vitórias fora de casa e parte com moral para o “jogo de seis pontos” no domingo contra o Palmeiras no Engenhão.

Uma vitória deixará o Bota mais próximo do G-4 do que planejou Ney Franco até o fim do primeiro turno. Provavelmente nem o treinador esperava uma melhora tão rápida e significativa de uma equipe que estava em frangalhos técnica e emocionalmente há pouco mais de um mês e hoje é a grande surpresa da competição.

(Foto: Lancepress)

posted by ANDRÉ ROCHA | 8:24 AM
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