Futebol & Arte
Uma surpresa a cada post! É a proposta deste espaço para discussões sobre futebol e também cinema, música, literatura, política e o que der na telha. Afinal, viver é um "chute" e uma arte. Nós, José Renato Bonventi & André Rocha, amigos e membros das comunidades no Orkut "Doentes por Futebol" (original e "Open Bar"), abraçamos este projeto caótico, para discutirmos sobre (quase) tudo e nada concluirmos. Seja bem-vindo!


Terça-feira, Setembro 02, 2008

A NOVA CASA!

Na nova parceria do "Futebol & Arte", agora com a ABRIL, o blog ganha novo endereço.

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Não está tudo arrumado ainda, mas você já pode acessar e conferir os novos posts.

No aniversário do amigo e mentor MAURO BETING (parabéns, chapa!), este espaço virtual muda para melhor e conta com a visita de todos.

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:38 AM
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Segunda-feira, Setembro 01, 2008

ESTAMOS DE MUDANÇA!

Amigos, este blog mudará de endereço (para melhor!) em breve.

Aguardem novidades!

posted by ANDRÉ ROCHA | 4:58 PM
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RODADA 23 - SELEÇÃO

Vanderlei (Coritiba)

Ruy (Náutico)
Léo (Grêmio)
Durval (Sport)
Juan (Flamengo)

Sandro Silva (Palmeiras)
Lúcio Flávio (Botafogo)
Diego Souza (Palmeiras)
Éverton (Flamengo)

Iarley (Goiás)
Marcel (Grêmio)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:02 PM
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EMPATE ATÉ NO LAMENTO

O Flamengo foi superior na maior parte da partida, com mais volume de jogo e a dupla Juan e Everton dando um show pela esquerda. Mas não pode reclamar da falta de sorte, e sim da ineficiência absurda de Obina nas conclusões.

O Flu foi competente ao marcar dois belos gols, ainda que Bruno tenha colaborado no segundo, e Fernando Henrique voltou a fazer grandes defesas, garantindo sua retaguarda, que andou batendo cabeça com a nova formação utilizando três zagueiros de ofício.

Taticamente, as duas equipes utilizaram o mesmo 3-4-2-1, mas o Fla foi mais organizado, só tendo problemas nos primeiros quinze minutos do primeiro tempo, com Conca deixando Toró tonto e conduzindo o tricolor ao ataque, e logo após o segundo gol, que abalou a equipe moralmente e afrouxou a marcação.

Mesmo sentindo as ausências de Aírton e Ibson, o time rubro-negro conseguiu tocar a bola de forma envolvente, muito pela belíssima atuação do estreante Everton, que compensou os erros de um Marcelinho Paraíba lutador, mas que de produtivo fez apenas um gol de oportunismo e persistência.

O Flu teve dificuldades no combate à frente da zaga. Com alas e volantes marcando mal, especialmente pela direita, Cuca tentou trocar o posicionamento de Arouca e Maurício, mas nenhum deles conseguia conter Everton. Irritado, o treinador ameaçou tirar Maurício, mas o volante respondeu com um chute raro, que fez uma curva estranha e surpreendeu Bruno. Como de costume, as substituições puxaram o time para trás e, após Tartá perder grande oportunidade, o meio-campo reforçado permitiu que Sambueza achasse Kléberson na área para tornar o placar mais justo aos 43 do segundo tempo.

Entre virtudes e defeitos, um ponto para cada lado e a tristeza pela chance desperdiçada de subir na tabela em uma rodada favorável para os dois rivais. Ainda assim, os mais de sessenta mil presentes não puderam reclamar. Se a noite para o carioca parecia gelada, o tradicional clássico ferveu e teve momentos de emoção e ótimo futebol.

[Publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING]

(Foto: Photocamera)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:22 AM
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GRÊMIO 2X1 VASCO



Mais uma vez, o Vasco exagerou na cautela defensiva para garantir um mínimo de segurança à sua frágil linha de zaga. O Grêmio, depois de 45 minutos de pouca ousadia, avançou suas linhas e buscou o gol de forma mais contundente. De tanto insistir, o líder conseguiu construir uma justa e importantíssima vitória no Olímpico.

Os donos da casa perderam muito tempo para perceber que não precisavam prender tanto seus zagueiros e fazer Tcheco guardar posição como volante, substituindo William Magrão e liberando Souza. Depois da habitual pressão inicial, com Perea e Souza perdendo boas oportunidades, o time se resguardou esperando uma suposta armadilha vascaína que nunca vinha. A estratégia de Tita, assim como contra o Bota, era compactar sua equipe na sua própria intermediária, com os atacantes dando o primeiro combate aos volantes adversários, Wagner Diniz e Alex Teixeira como meias abertos acompanhando os alas gremistas e a linha de quatro atrás podendo vigiar com mais tranqüilidade a dupla de atacantes.

O problema vascaíno era a péssima marcação dos volantes Rodrigo Antônio e Serginho, que substituiu Jonílson. Ofensivamente, além da distância da área adversária com o time tão recuado, Jean, o substituto de Edmundo, prendia demais a bola e matava os contragolpes. Ainda assim, a equipe resistiu bem na primeira etapa.

Para o segundo tempo, Roth mandou sua equipe preencher mais o campo adversário, liberou Léo e Rever para o apoio pelos lados para abrir o ferrolho e forçar a jogada aérea. O técnico gremista, sabendo da vitória parcial do vice-líder Palmeiras na Arena da Baixada, esperou cinco minutos para mandar André Luís para o aquecimento. A idéia era que o atacante substituísse Anderson Pico e ficasse bem aberto pela esquerda.

Só que aos 9 minutos, com a substituição pronta e o jogador a beira do campo, saiu o gol de Soares, que havia entrado na vaga de Perea, contundido. Após o cruzamento de Marcel, o ex-atacante do Figueirense cabeceou e a bola tocou nas duas traves antes de entrar.

Com a desvantagem, o Vasco saiu para o ataque e os espaços deixados por André Luís passaram a ser explorados. Roth tentou consertar trocando o atacante de lado e colocando Hélder pela esquerda para fechar o setor. Só que o problema só mudou de lado. Pela esquerda, saiu a falta que Edu bateu e Alan Kardec precisou concluir duas vezes para empatar.

O Tricolor sentiu o golpe, mas teve sorte de achar seu gol três minutos depois, com Soares recebendo cruzamento de Hélder e retribuindo a assistência de Marcel, que cabeceou forte para aliviar time e torcida no estádio. A equipe gaúcha teve inteligência para manter a postura agressiva e, com Tcheco, o melhor em campo, comandando o toque de bola no campo adversário, garantiu três pontos fundamentais para manter a boa vantagem no topo da tabela.

[Publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING]

(Foto: Ricardo Rimoli/Lancenet)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:16 AM
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ATENÇÃO, MILAN!

Não que a equipe rossonera tenha jogado mal. Dá até para dizer que a derrota para o Bologna foi injusta.

Só que o time de Ancelotti, mais do que nunca, precisa aprender a jogar atacando, como o favorito. A equipe vem se atrapalhando no Italiano nas últimas temporadas e terá problemas na Copa da UEFA atuando de forma tão estática e previsível.

Jogando em casa contra times mais modestos, o Milan abusa do jogo aéreo e abre mão dos toques rápidos que seus craques poderiam realizar.

Taticamente, isso cria um problema defensivo porque Ambrosini, que deveria dar cobertura a Pirlo, corre para a área para tentar aproveitar seu bom cabeceio. A ausência de Gattuso abre ainda mais o buraco no meio. O ex-Arsenal Flamini qualifica a saída de bola, mas enfraquece a marcação.

No ataque, o ideal é que Ronaldinho se mexa mais, como Seedorf e Kaká faziam no mesmo 4-2-3-1 do título da UCL 2006/07. Aberto na esquerda, ele pode criar bons lances, como o gol da equipe, mas mata a movimentação ofensiva, que já é prejudicada porque Schevchenko, o provável titular como homem de área, ainda é uma incógnita e nunca teve características de atacante mais fixo. Se considerarmos que Pato também gosta de sair da área e Inzaghi está em fase descendente na carreira, Ancelotti tem mais um problema.

A esperança, mais uma vez, é que Kaká traga o dinamismo e a velocidade de volta ao jogo rossonero. É no arranque, deslocamentos e, principalmente, nos gols do camisa 22 que o Milan coloca suas esperanças de uma temporada redentora, com títulos e a volta à Liga dos Campeões.

(Foto: Agência/Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:08 AM
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Sábado, Agosto 30, 2008

MOMENTO POÉTICO

"Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam "por que não"?
Até porque não acredito no que é dito, no que é visto.
Acesso é poder e o poder é a informação.
Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz.
O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio.
Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia.
O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa.
A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento
Na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela, que não tem gesto

Quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto."

(Fernando Anitelli - trecho de "Xanéu nº 5", do CD "Teatro Mágico - 2º Ato")

Sem dúvida, o melhor retrato do poder da TV e da mídia nos tempos atuais.

Merece a citação. E a reflexão.

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:38 AM
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RESPEITO É BOM...

Ainda que o Manchester United tenha sentido falta dos lusos Cristiano Ronaldo, o melhor da Europa na temporada passada, e Carlos Queiroz, o ex-auxiliar de Ferguson e mentor tático da equipe nas conquistas dos últimos anos que assumiu a Seleção Portuguesa no lugar de Scolari, não dá para tirar o mérito do triunfo do Zenit na final da Supercopa Européia em Monaco.

O time de São Petersburgo voltou a mostrar boa dinâmica de jogo, com toques de primeira e muita movimentação. Defensivamente, Tymoshchuk teve ótima atuação, auxiliando a zaga no combate a Tevez e Rooney, que sentiram a falta de um apoio mais qualificado do meio-campo. Na linha de quatro meias atrás do artilheiro Pogrebnyak, atacante temido pelas defesas e pelos narradores das partidas, destaque para Danny, português contratado por 30 milhões de euros ao Sporting. Com técnica e velocidade, o estreante fez ótimas jogadas e marcou um belo gol no segundo tempo, driblando e penetrando nas costas dos centrais Anderson e Scholes, que pouco acrescentaram à equipe de Ferguson.

Arshavin, o craque que quer deixar o clube, mas a Gazprom não permite, entrou na segunda etapa e, embora não tenha brilhado, foi uma boa opção para os contragolpes. Dick Advocaat mexeu bem na equipe, mas faltou fôlego nos últimos vinte minutos. Tevez, que já vinha sendo o melhor do time, cresceu muito com a marcação mais frouxa e comandou a reação dos "Red Devils", que diminuíram com Vidic e pressionaram até Scholes mandar uma cortada de vôlei para dentro do gol do excelente Malafeev e ser expulso. A falta de inteligência do experiente meia inglês foi a senha para a torcida russa iniciar a festa no estádio Louis II.

O título, ainda que no início da temporada, pode ser visto como uma prévia do que Real Madrid e Juventus terão que encarar em breve na UCL. Combinando entrosamento, proposta ofensiva e dinheiro para gastar, o Zenit já é uma das grandes atrações da UCL 2008/09 e merece o devido respeito.

(Foto: Agência / EFE)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:38 AM
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Sexta-feira, Agosto 29, 2008

BRASILEIRÃO – 23ª RODADA – PALPITES

GOIÁS 3x0 FIGUEIRENSE;

VITÓRIA 4x1 IPATINGA;

BOTAFOGO 3x0 NÁUTICO;

São PAULO 1x1 SANTOS;

GRÊMIO 2x1 VASCO;

ATLÉTICO-PR 0x0 PALMEIRAS;

SPORT 2x2 INTERNACIONAL;

FLAMENGO 2x1 FLUMINENSE;

CRUZEIRO 3x2 CORITIBA;

PORTUGUESA 2x1 ATLÉTICO-MG.

Confira também um preview em áudio da principal partida da rodada 23.


no Yahoo! Vídeo

posted by ANDRÉ ROCHA | 5:20 PM
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008



LIGA DE CAMPEÕES

Por mais que o sorteio seja dirigido para que equipes consideradas favoritas não se cruzem ainda na fase de grupos, o equilíbrio de forças continua grande.

Só o fato de termos gigantes como Bayern de Munique e Juventus no pote nº 2, onde teoricamente estariam os candidatos à segunda colocação, já dá uma noção da dificuldade dos confrontos.

De início, é possível atribuir favoritismo para Barcelona e Manchester United, por enfrentar adversários, em tese, menos complicados. E próximo do conceito de “grupo da morte” temos a disputa entre Real Madrid, Juventus e o “emergente” Zenit, atual campeão da Copa UEFA, com alto investimento e querendo surpreender.

Nos demais, destaque para a Internazionale de Mourinho, que deve ser uma equipe ainda mais organizada com o novo treinador, e o Chelsea do “faminto” Felipão, contratado para dar ao time mais poder de decisão. Em comum, dois clubes obcecados pelo título continental.

Os jogos começam no dia 16 de Setembro e a promessa é de grandes clássicos, até pelo retorno de equipes tradicionais ao campeonato.

Confira os oito grupos. Em negrito, os favoritos para este blogueiro:

Grupo A
Chelsea
Roma

Bordeaux
Cluj-ROM

GRUPO B
Internazionale
Werder Bremen

Panathinaikos-GRE
Anorthosis-CIP

GRUPO C
Barcelona
Sporting
Basel-SUI
Shakhtar-UCR

GRUPO D
Liverpool
PSV Eindhoven
Olympique de Marselha
Atlético de Madri

GRUPO E
Manchester United
Villarreal
Celtic
Aalborg - DIN

GRUPO F
Lyon
Bayern de Munique

Steaua Bucareste-ROM
Fiorentina

GRUPO G
Arsenal
Porto
Fenerbahçe
Dínamo de Kiev-UCR

GRUPO H
Real Madrid
Juventus

Zenit-RUS
BATE Borisov-BIE

(Foto: site da UEFA)

posted by ANDRÉ ROCHA | 4:55 PM
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OS SETE PECADOS DO RAPPA



- A sonoridade de “7 Vezes” é uma mistura de todas as influências da banda em quinze anos de carreira. O reggae volta com força e, junto com a busca por equipamentos de som mais rústicos, deixa o trabalho datado em vários momentos;

- Falcão repete maneirismos vocais e “macetes” sem inovações. O vocalista parece não querer evoluir como cantor e tornar sua performance mais rica;

- O discurso panfletário, de defesa das minorias, e a mistura de imagens sacras e urbanas que pontuam a banda e a diferenciam das demais, poderiam soar mais naturais desta vez;

- Seguindo a campanha promocional, “cinco anos depois do esporro”, a expectativa era por vôos mais ousados, até pela banda ter sido bem-sucedida em sua aventura pós-Yuka no último disco de estúdio e o trabalho acústico ter obtido um megasucesso que obrigou O Rappa a esticar a turnê;

-“Monstro Invisível”, embora seja uma canção dançante, não é um hit bombástico como “Reza Vela”, por exemplo, para a banda “marcar território” no cenário atual. Ainda que as rádios não tenham o poder de antes, a faixa poderia ter sido mais bem escolhida (como “Meu santo tá cansado”, que abre o disco);

- A utilização de enxadas, garrafas e até pianos de brinquedo são alternativas sonoras que na prática não têm muito propósito além de dar um tom experimental e exótico ao projeto;

- O grupo parece ainda órfão de Tom Capone, produtor de “O Silêncio...” que faleceu em 2004. A produção do CD (a cargo de Ricardo Vidal, Tom Sabóia e da própria banda) é desigual a ponto da irregularidade e diversidade incomodarem os ouvidos.

Ainda assim, é um disco que deve agradar os fãs e entreter quem gosta do estilo. “Súplica cearense” de Gordurinha e Nelinho, famosa na voz de Luiz Gonzaga, é um achado que valoriza a obra.

A estréia da turnê hoje no Canecão promete ser intensa, ainda que seu público não se sinta tão à vontade em casas de espetáculos mais sofisticadas. Certamente faltará Lapa em Botafogo. Mas deve valer a pena.

(Foto: Divulgação)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:29 PM
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O MAIS INTERESSADO

A julgar pela seriedade mostrada ontem, com a escalação de todos os titulares disponíveis, mesmo com uma boa vantagem para administrar, além do ótimo futebol apresentado, é o Botafogo o brasileiro mais credenciado a tentar o primeiro título da Copa Sul-Americana para o país.

Os 5 a 2 sobre o Atlético-MG também serviram para que o Alvinegro reconquistasse a confiança após o traumático empate contra o Vasco e as críticas em relação ao ataque fossem deixadas de lado, pelo menos temporariamente. O time voltou a mostrar fluência e volume de jogo e soube marcar os gols, sendo que o primeiro de Lúcio Flávio e o de Jorge Henrique foram duas pinturas. Mais uma vez, quem destoou foi Gil, com atuação apagada e um pênalti perdido.

O Internacional, que define sua vida hoje contra o indiferente Grêmio, também vai apostar suas fichas da temporada na competição continental, até pelas aspirações modestas no Brasileirão. A provável saída de Alex para o Al-Jazira de Abel Braga e a eterna ameaça de perder Nilmar podem enfraquecer o elenco, embora a diretoria garanta a reposição. Ainda assim, o Colorado é forte e tem a experiência internacional das conquistas nos últimos anos como trunfos.

Mas é exatamente pela necessidade de conquistar prestígio no continente e, principalmente, apagar a terrível eliminação do ano passado para o River Plate, que o Bota de Ney Franco vai tentar lutar em duas frentes. E parece o mais preparado para tal empreitada.

A questão é que os times brasileiros normalmente não possuem elencos qualificados para um esforço dessa proporção. Se usarem os titulares, as equipes certamente sentirão o peso. Não porque jogar quarta e domingo seja desumano, mas sim por causa do tempo menor de treinamento e o desgaste de viagens e partidas eliminatórias. A desvantagem é que a maioria dos adversários na competição nacional tem a semana cheia para se preparar e isso num campeonato tão parelho faz a diferença, especialmente nos quinze minutos finais das partidas.

Será que vale a pena tanto sacrifício? Vale correr o risco de perder a chance de ganhar o título brasileiro ou, pelo menos, classificar para a Libertadores por causa de um torneio que não possui um atrativo maior além da premiação e a chance de disputar a Recopa, que também não tem lá muita relevância?

Pelo visto, esse será o dilema do Alvinegro daqui para frente.

(Foto: Agência Estado)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:07 AM
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Quarta-feira, Agosto 27, 2008

ENQUETE - RESULTADO

Total:
13 respostas.

Pergunta: O que esperar do novo Flamengo de Marcelinho Paraíba e Sambueza para a sequência do Brasileirão?

Arrancar para o título – 38,46% (5 votos);
Lutar pelo G-4 / Despencar e lutar para não cair – 23,07% (3 votos);
Conformar-se com a Sul-Americana – 15,38% (2 votos).

COMENTÁRIO: Marcelinho Paraíba estreou mal contra o Santos, mas vem progredindo e se tornou peça importante para a equipe, o que já era esperado. Já os novos reforços são uma grande incógnita. Difícil saber se Sambueza e Fierro terão uma rápida adaptação ao futebol brasileiro e se Josiel, Fernando, Fernandão e Éverton sentirão o peso da camisa do time mais popular do Brasil ou não. O fato é que já chegamos em Setembro e se o encaixe dos novos atletas no elenco não acontecer nas próximos partidas, o investimento terá sido em vão para 2008. Cabe a Caio Jr. ter o feeling para colocar os jogadores no momento exato. A realidade do Fla hoje é a luta pela vaga na Libertadores.

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:41 AM
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Terça-feira, Agosto 26, 2008



PALMEIRAS E O CICLO INDESEJADO

Enquanto vivemos o dia-a-dia cada vez mais corrido, nosso coração vai tentando manter tudo funcionando perfeitamente através de um ciclo involuntário que sequer percebemos.

O ritmo da batida do músculo cardíaco é administrado por dois movimentos síncronos de nomes estranhos: nas sístoles, o movimento é de contração e as cavidades do coração esvaziam, como que “murchando”; já nas diástoles, há um relaxamento e o órgão se enche. É nessa curiosa seqüência de altos e baixos que a vida se mantém.

Mas se a alternância de força e depressão em nossa peça mais importante faz tudo caminhar melhor, o mesmo não acontece no esporte mais apaixonante do planeta, que sacode corações em quase todo o mundo.

A regularidade é fundamental para a trajetória de qualquer time que deseja ter sucesso em qualquer competição, especialmente nas que utilizam a fórmula dos pontos corridos.

Nesta edição do Brasileirão, o Palmeiras, atual vice-líder e aniversariante do dia, vivencia o drama de ter sua campanha caracterizada pela incrível inconstância da equipe que tem como base a definição do mando de campo.

No Palestra Itália ou até no Pacaembu, os comandados de Vanderlei Luxemburgo atuam confiantes, mostrando um futebol ofensivo e vistoso, como no primeiro tempo contra a Portuguesa no último domingo. Ao lado da torcida, Marcos fica ainda maior e mais imponente, a defesa é menos insegura, o meio-campo combate e cria com eficiência e momentos de beleza (especialmente quando Valdívia estava em campo), e o ataque, comandado por Alex Mineiro, um dos artilheiros do campeonato com quinze gols, é insinuante e letal. Em onze partidas, dez vitórias e apenas um empate.

Já fora de seus domínios, a queda é abissal. Apenas duas vitórias (contra Vasco e Ipatinga) e seis derrotas. Como visitante, o time marca mal e é tímido no ataque. A insegurança coloca o time “no meio do caminho”: nem fortalece o sistema defensivo recuando suas linhas e utilizando a surrada estratégia do contra-ataque, muito menos mantém a postura que adota em casa e parte para cima dos adversários. Frágil no combate e débil ofensivamente, o time vira presa fácil e acumula insucessos, inclusive na insossa Sul-Americana, como na derrota por 3 a 1 para o Vasco em São Januário na estréia.

Se a intenção é justificar o alto investimento no elenco e na comissão técnica conquistando o pentacampeonato para o clube que completa 94 anos hoje, é preciso que o renomado treinador, que pode assumir a Seleção e acumular os dois cargos até Dezembro, encontre uma solução para que seus jogadores rendam e tenham confiança longe de casa.

Se isso acontecer e a sorte ajudar, o coração do típico torcedor alviverde, passional como sua descendência italiana, pode, entre sístoles e diástoles intensas, esperar por emoções positivas no final do ano, inclusive com a possibilidade de balançar feliz com mais uma taça no recheado salão de troféus.

Por ora, ficam as congratulações por mais um ano de existência do mais que vitorioso clube paulista.

(Foto: Nélson Coelho/Diário de São Paulo)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:23 AM
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AGRADECIMENTOS



No dia da publicação da última edição da seção “Duelo Tático” no Lance!, é dever agradecer às duas maiores referências na profissão para este blogueiro pela colaboração na sua formação.

As colunas de MAURO BETING e PAULO VINÍCIUS COELHO, em especial as das terças-feiras, reforçaram a vontade de dar uma guinada na vida profissional, estimularam ainda mais o interesse nas estratégias de jogo e tiveram influência decisiva na criação do “Futebol & Arte” e na temática da primeira coluna assinada por este que escreve, a "OlhoTático" no site "Papo de Bola".

As pessoas costumam ter algumas reservas em relação aos elogios públicos, como se tivessem sempre um interesse menos nobre por trás e invariavelmente fossem sinônimo de bajulação. Não à toa, o brasileiro é criticado por valorizar suas grandes personalidades apenas depois que morrem (e na maioria das vezes valorizam até demais).

Só que mencionar a admiração pelo trabalho de alguém de forma honesta e sincera, antes de tudo, é uma maneira de estimulá-la a perseverar no seu caminho e continuar investindo em seu talento. Ainda mais jornalistas que tratam de um assunto tão apaixonante como o futebol e muitas vezes viram alvo da ira de gente insana, que nada enxerga além das trincheiras de seu próprio clube ou cidade.

Por isso, toda a reverência aos dois melhores jornalistas esportivos do país, no momento em que questões profissionais obrigam um deles a atuar em um outro veículo, deixando uma cratera na página ao lado.

Obrigado por tudo!

(Fotos: Lancenet!)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:47 AM
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Tempo Real/Enquete


Pergunta?
Qual a melhor solução para valorizar a Copa Sul-Americana?
Campeão disputa Libertadores
Campeão disputa Mundial
Dobrar as premiações
Jogar no primeiro semestre
Disputa quem se interessar

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