Futebol & Arte
Uma surpresa a cada post! É a proposta deste espaço para discussões sobre futebol e também cinema, música, literatura, política e o que der na telha. Afinal, viver é um "chute" e uma arte. Nós, José Renato Bonventi & André Rocha, amigos e membros das comunidades no Orkut "Doentes por Futebol" (original e "Open Bar"), abraçamos este projeto caótico, para discutirmos sobre (quase) tudo e nada concluirmos. Seja bem-vindo!


Quinta-feira, Agosto 21, 2008

POIS É, NÃO DEU...



Faltou sorte e uma estratégia de ataque mais contundente e objetiva nos noventa minutos, enquanto houve fôlego. Contra um time compactado atrás, as linhas brasileiras poderiam ter avançado mais e se aproximado da solitária dupla de ataque, que se acostumou a tentar resolver tudo individualmente.

Contra apenas uma atacante americana, as três zagueiras pouco arriscaram. Apenas uma ou outra investida de Renata Costa pela direita, mais na base do improviso. E Marta e Cristiane, além de muito marcadas, se viram atrapalhadas pela pouca companhia do meio-campo e a bem ensaiada linha de impedimento da última linha adversária.

Mas o maior mérito do time da bela e segura Hope Solo foi ter o feeling de perceber o desgaste físico e a consequente debilidade técnica das brasileiras para sair de seu jogo pragmático e defensivo e buscar o ataque. Nos minutos finais do tempo normal e no início da prorrogação a equipe atacou até achar o gol de Lloyd que deu mais um ouro para as americanas. A raça e a dignidade do time de Jorge Barcellos não foram suficientes para conseguir pelo menos o empate.

Diante da pergunta de Marta diante das câmeras após o seu último chute ("O que foi que eu fiz de errado?"), cabe responder que cobrar o lugar mais alto do pódio para um time que representa um país que não consegue organizar nem um campeonato nacional chega a ser cruel. O futebol feminino brasileiro, assim como a equipe, vive de seus talentos, algo inato, quase genético. E Marta é o que de melhor surgiu no esporte entre as mulheres desde sempre. Não há como culpá-la de nada. Pelo menos o seu improviso funciona na maioria das vezes.

Só resta parabenizá-las por mais uma medalha, já que esperar que algo melhore na modalidade em nosso país já virou utopia.

(Foto: Agência/AP)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:45 PM
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OUTROS DESTAQUES DA QUARTA-FEIRA

- Mesmo sem Carlinhos Paraíba, o Coritiba manteve o bom volume de jogo e aproveitou a apatia do Figueirense para vencer com autoridade e confirmar o bom momento no campeonato. O 3-3-3-1 utilizado ainda deixa alguns espaços entre os setores, mas torna a equipe insinuante e envolvente no ataque. João Henrique, além do gol, pensou o jogo por dentro e foi o destaque da bela vitória do Coxa;

- Parecia que seria outra noite de Pedro Oldoni e do time de Mário Sérgio. Mas o Tricolor, após um primeiro tempo sem muitas idéias, conseguiu o empate no primeiro minuto da segunda etapa e, com novo ânimo e André Lima na vaga de Aloísio, o que garantiu um ataque mais leve e contundente comandado por Borges, o time de Muricy conseguiu a importantíssima virada, que mantém a força do atual campeão na busca do G-4;

- Os três gols de Washington foram o que de melhor aconteceu no fraquíssimo jogo nos Aflitos. Cuca já começa a repetir no Flu uma prática habitual em sua carreira: inicia a partida com uma escalação ousada, normalmente um 3-4-3, mas, se o adversário mostrar força no ataque, vai empurrando seu time para trás com as substituições. Embora a entrada de Carlinhos tenha melhorado a produção pela direita, o time viveu de contragolpes esporádicos e da inspiração de seu homem-gol, que, com onze gols, passa a brigar pela artilharia do campeonato;

- Não há mais o que comentar sobre a incapacidade do Palmeiras de render fora de seus domínios. Mais complicado ainda projetar as possibilidades da equipe de Tite na competição. No confronto entre um time imprevisível em qualquer campo e outro de que pouco se espera além dos limites do Palestra Itália, deu o óbvio: o talento de Alex e as bolas paradas construíram a virada colorada que, dependendo do resultado do Grêmio contra o Fla, praticamente tira o Alviverde da luta pela taça.

(Foto:VIPCOMM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:33 PM
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BOTAFOGO 1X0 CRUZEIRO



No jogo em que os desfalques cruzeirenses não só atrapalharam os planos de Adilson Batista, mas também confundiram o Botafogo taticamente, uma expulsão justa e um pênalti inexistente definiram uma partida parelha, mas que premiou, ainda que por vias tortas, a melhor equipe em campo.

A escalação improvisada do time mineiro, sem nenhum titular no meio-campo, acabou por encaixar a marcação sobre o Bota. Com os volantes Henrique e Marquinhos Paraná colados em Carlos Alberto e Lúcio Flávio, Gérson Magrão acompanhando Túlio e Camilo vigiando Diguinho, o meio-campo alvinegro ficou encaixotado. Além disso, os três zagueiros ficavam atentos a Jorge Henrique e Wellington Paulista e os alas esperavam os laterais. Para complicar ainda mais a vida de Ney Franco, a movimentação de Camilo e Gérson Magrão atrás de Guilherme no 3-4-2-1 cruzeirense deixava Diguinho e os laterais sem saber quem marcar.

Após quinze minutos de muito estudo, com as equipes se acertando e um leve domínio alvinegro, o Cruzeiro tomou conta da partida e poderia ter marcado com Camilo, que tentou encobrir Renan, mas tocou para fora, e com Guilherme, que cabeceou na trave após cobrança de escanteio. O Botafogo se assustou e passou a arriscar menos, só ameaçando em cabeçada de André Luís, mas Fábio espalmou.

Os donos da casa tentaram adiantar a marcação e pressionar o oponente no início da segunda etapa. E poderiam ter aberto o placar logo aos 3, no lance em que Wellington Paulista ganhou da zaga, tirou de Fábio, mas Léo Fortunato salvou em cima da linha. Depois do sufoco, o Cruzeiro voltou a acertar a marcação e reequilibrou a partida. Adílson acreditou na vitória e trocou Magrão pelo atacante Wéldon, avançando Camilo e formando um trio à frente.

O treinador só não contava que, aos 23, Camilo, que já tinha cartão amarelo, entrasse duro em Wellington Paulista e fosse corretamente expulso. Ney Franco, então, trocou Diguinho por Gil, plantando Túlio e armando um 4-3-3. Em sua primeira jogada, o atacante substituto recebeu nas costas da zaga e bateu cruzado para fora. Gil ainda bateria mais uma bola para defesa do goleiro adversário e ficaria impedido inúmeras vezes, prejudicando o seu ataque.

No auge da pressão, Wellington embolou-se com Thiago Heleno na área e o árbitro Giulliano Bozzano marcou pênalti. Após os justos protestos da equipe prejudicada, Lúcio Flávio, pela sexta vez neste Brasileiro, bateu com a tradicional precisão.

Ney confiou no poder ofensivo de sua equipe e não efetuou mais nenhuma troca. Com o meio-campo fragilizado, o Bota levou alguns sustos, como a boa cabeçada de Wéldon que Renan espalmou. Mas Adílson demorou a oxigenar seu time, só fazendo substituições (discutíveis) aos 40, trocando Jadílson e Guilherme por Carlinhos e Jajá.

A amarga derrota pode ser considerada normal pelas circunstâncias e não tira a segunda colocação do Cruzeiro, mas a aproximação do rival em ascensão na tabela é preocupante.

Com mais dois jogos no Rio de Janeiro contra Vasco e Náutico, ainda que Jorge Henrique fique de fora do clássico regional, o Bota tem bola e estrela para ultrapassar o time mineiro e polarizar a disputa com o líder Grêmio.

(Foto: GLOBOESPORTE.COM)

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:08 AM
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008

BRASILEIRÃO – 21ª RODADA – PALPITES

CORITIBA 2X1 FIGUEIRENSE;

VITÓRIA 1X0 SPORT;

BOTAFOGO 4X1 CRUZEIRO;

SÃO PAULO 1X2 ATLÉTICO-PR;

NÁUTICO 1X1 FLUMINENSE;

IPATINGA 0X2 SANTOS;

INTERNACIONAL 1X1 PALMEIRAS;

FLAMENGO 1X1 GRÊMIO;

PORTUGUESA 1X3 VASCO;

ATLÉTICO-MG 2X1 GOIAS.

E confira abaixo o comentário repercutindo as expectativas para o principal jogo da rodada.


no Yahoo! Vídeo

posted by ANDRÉ ROCHA | 2:19 PM
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USAIN GOLD!



Não há como não se impressionar com a performance deste jamaicano.

Chega a assustar ver um atleta que passeia nas eliminatórias, brinca na apresentação dos concorrentes, começa os primeiros vinte metros atrás e simplesmente arranca espetacularmente para disparar e vencer com sobras.

Se nos 100m rasos Bolt se permitiu comemorar quando se sentiu absoluto, nos 200m ele pensou no recorde mundial e, sério, voou baixo e chegou a esticar o pescoço no final. Resultado: com 19s30, fez história novamente em Pequim. Sem dúvida, ele é mais um fenômeno desses Jogos Olímpicos, junto com Phelps, Walsh & May (vôlei feminino) e Yelena Isinbayeva (salto com vara).

O marrento sobrou!

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:06 PM
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Terça-feira, Agosto 19, 2008



ARGENTINA 3X0 BRASIL - BALANÇO GERAL

OS ACERTOS DOS "HERMANOS"


- Apesar do respeito ao rival, os argentinos apresentaram uma proposta de jogo mais ofensiva, buscando uma aproximação de Messi, Riquelme e Di Maria a Aguero. Na segunda etapa, o time entrou mais decidido e marcou os gols que faltaram nos primeiros 45 minutos, apesar do domínio;

- A opção de atacar forçando o lado esquerdo brasileiro se mostrou acertada. Além de inibir os avanços de Marcelo e obrigar Anderson a recuar para marcar, as jogadas de dois dos três gols saíram por ali;

- Apostar tudo no talento de Messi, que ganhou liberdade total para se movimentar em campo, a ponto de ficar difícil precisar o esquema de sua equipe. Bastou Aguero estar na área no momento certo para concluir e a vantagem foi construída com naturalidade. Em potencial, o atacante do Barcelona é o grande jogador do planeta atualmente.

OS ERROS BRASILEIROS

- O primeiro e principal: a CBF ter deixado a seleção olímpica entregue à sua própria sorte, sem uma preparação adequada e condizente com a importância de uma competição que o país nunca venceu;

- Novamente o time confundiu valorização da posse de bola com jogo burocrático e sem objetividade. Apenas tocar sem uma estratégia definida para surpreender o oponente (como a seleção do tetra em 94, por exemplo, que esperava uma brecha para lançar Romário ou um dos laterais) é apenas fazer o tempo passar. Ronaldinho Gaúcho, a despeito de sua forma física ainda precária, poderia ter contribuído para um jogo mais vertical;

- Não forçar as jogadas sobre o fraquíssimo Monzón pela esquerda da defesa do adversário foi um erro grosseiro de Dunga. Nas poucas vezes em que Rafinha desceu e encontrou apenas o lateral pela frente levou vantagem com facilidade. As inversões de Ronaldinho e as penetrações de Sóbis (ou Pato, a melhor opção) por ali também poderiam ter sido letais;

- O destempero no final do jogo foi lamentável. Até porque na derrota da Copa América os "hermanos" jogaram com lealdade e não perderam a cabeça. Ainda assim, Lucas e Thiago Neves têm crédito e merecem aparecer em convocações futuras da seleção principal.

Agora é pensar no bronze e esquecer a palavra "vexame". Uma equipe que mal treinou e fez tudo no improviso e no instinto não pode ser ridicularizada por perder para um adversário superior e atual campeão do torneio. Dunga deve ser cobrado por seus equívocos e pode até perder o cargo se considerarmos o "conjunto da obra", mas a derrota em si pode até ser considerada normal, pelas circunstâncias.

Argentina e Nigéria reeditam a final do Mundial Sub-20 de 2005 com as mesmas bases, o que comprova a superioridade dos dois países entre os jogadores de sua geração. As vitórias com autoridade nas semifinais comprovam a tese e mostram que a disputa pelo ouro promete.

(Foto: Agência / AP)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:58 PM
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Segunda-feira, Agosto 18, 2008

BRASIL X ARGENTINA – PREVIEW

BRASIL


Provável escalação: Renan; Rafinha, Alex Silva, Breno e Marcelo; Lucas e Hernanes; Anderson e Diego; Rafael Sóbis e Ronaldinho Gaúcho. Técnico: Dunga;

Esquema tático: 4-2-2-2, com variações para 4-3-1-2 ou 4-2-3-1, de acordo com o posicionamento de Anderson (como meia ou volante-meia) e Ronaldinho Gaúcho (como atacante ou meia aberto pela esquerda);

Pontos fracos: Falta de entrosamento, o que faz o time se perder e não conseguir coordenar as jogadas, guiando-se apenas pelas características dos jogadores. Com isso, Ronaldinho Gaúcho recua demais, isolando o outro atacante à frente e Rafinha pela direita, já que os meias procuram naturalmente o lado esquerdo. A defesa, quando testada, também teve dificuldades, até pela pouca proteção do meio-campo e a deficiência do lateral-esquerdo Marcelo no combate;

Pontos fortes: Os ótimos valores individuais, o talento de Ronaldinho Gaúcho e a boa performance ofensiva de Marcelo. A manutenção da posse de bola, embora muita vezes torne o jogo brasileiro burocrático, tem sido útil para cansar os adversários e aumentar o volume de jogo da equipe de Dunga. Thiago Neves é ótima arma para o segundo tempo, pelo bom toque de bola e os chutes precisos. Para o confronto da semifinal, outra arma do treinador brasileiro é a “fórmula” da Copa América do ano passado, ainda que com jogadores diferentes, com marcação forte no meio e contragolpes em velocidade.

ARGENTINA

Provável escalação: Romero; Zabaleta, Garay, Pareja e Monzón; Mascherano e Gago; Messi, Riquelme e Di Maria; Agüero. Técnico: Sergio Batista;

Esquema tático: 4-2-3-1 que alterna para um 4-3-1-2 com o recuo de Di Maria para o meio e a projeção de Messi ao ataque;

Pontos fracos: O sistema defensivo é o grande problema argentino. Apesar de não ter levado tantos gols, a equipe convive com um buraco na esquerda, às costas de Monzón. A ausência do goleiro Óscar Ustari, cortado por contusão para a convocação de Nicolás Navarro do Napoli, também deve prejudicar ainda mais o setor, ao menos no entrosamento. A falta de poder de fogo do ataque é outro problema. A equipe trabalha a bola, cria as jogadas, mas os gols não têm saído na mesma proporção;

Pontos fortes: Assim como o Brasil, o time de Sergio Batista confia em seus craques. E um deles vem brilhando demais em Pequim e já surge como candidatíssimo a craque do torneio: Lionel Messi marca gols e deixa os companheiros na frente dos goleiros com um mínimo de espaço em campo. O jovem atacante vem compensando com sobras as atuações discretas de Riquelme e Agüero, as outras esperanças dos “hermanos”. A dupla de volantes formada por Mascherano e Gago também tem cumprido boas atuações, compensando as deficiências da retaguarda.

PALPITE

Jogo para prorrogação e até pênaltis. Os times se respeitam demais e têm seus trunfos. A Argentina tem Messi e a confiança de ser a atual campeã olímpica. Já o Brasil impõe respeito pelo retrospecto recente nos confrontos e pelos talentos individuais, especialmente Ronaldinho Gaúcho.

Pela camisa pentacampeã mundial e pela gana de ganhar o ouro, deve dar Brasil na decisão.

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:25 PM
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SELEÇÃO DA RODADA 20

Vanderlei (Coritiba)

Léo Moura (Flamengo)
Renato Silva (Botafogo)
Rever (Grêmio)
Júlio César (Goiás)

Fabrício (Cruzeiro)
William Magrão (Grêmio)
Conca (Fluminense)
Madson (Vasco)

Kléber Pereira (Santos)
Alex Mineiro (Palmeiras)

Técnico: Celso Roth (Grêmio)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:12 AM
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DESTAQUES DO DOMINGO NO BRASILEIRÃO



- A novidade é a chegada mais do que merecida do Bota de Ney Franco ao G-4. Em mais uma partida correta defensivamente, com destaque para Renato Silva, que cresceu demais após a mudança no comando técnico, o time necessitou de uma boa performance de sua dupla de ataque para definir a partida. Na jogada de Wellington Paulista, o gol meio sem querer de Jorge Henrique garantiu mais três pontos fundamentais e a invencibilidade de oito partidas, contando a estréia na Sul-Americana, sendo seis vitórias consecutivas.

Desta vez o meio-campo não funcionou tão bem. Sem Diguinho, a nova formação, com Túlio plantado, Lúcio Flávio pela direita, Zé Carlos na esquerda e Carlos Alberto na ligação, não conseguiu dar fluência ao jogo alvinegro nem tanta proteção à retaguarda. Mas quando a fase é ótima, as vitórias improváveis chegam por vias surpreendentes e a saída de Luciano Henrique tirou a força ofensiva do time de Nelsinho Batista, que despenca na tabela com mais uma derrota.

- A partida gremista, mais uma vez, foi correta defensivamente e de força e velocidade no ataque. A equipe foi superior na maior parte do tempo e novamente teve em William Magrão o seu principal destaque. O técnico volante anulou Richarlyson na primeira etapa e fechou o setor no segundo tempo para garantir a importantíssima vitória.

Só que o triunfo veio num erro grosseiro da arbitragem. Perea marcou o gol único do jogo com mais de um metro à frente da última linha do Tricolor. Um impedimento claríssimo que manchou a justa vitória que poderia ter sido mais elástica não fossem as chances desperdiçadas pelos donos da casa, em especial o gol feito perdido por Reinaldo no rebote de seu chute na trave esquerda de Ceni, já batido no lance. De qualquer forma, os três pontos que praticamente afastam o São Paulo da briga pela taça devem ser comemorados como uma vitória emblemática em busca do tricampeonato.

- Na Vila Belmiro, muita correria e duas equipes totalmente desorganizadas, cometendo erros grosseiros. Enquanto o Santos, no 4-3-1-2, tinha em Kleber um volante-lateral indolente na marcação pela esquerda, o que facilitou o trabalho de Léo Moura, o Flamengo jogava com os três zagueiros inexplicavelmente em linha e, para complicar, com Cristian perdido na marcação à frente da defesa.

Kléber Pereira, artilheiro do campeonato com os dois gols marcados, comandou a virada santista após o gol “pinball” do ala direito rubro-negro. Os donos da casa mereciam a vitória pela maior disposição. Mas a saída de Maikon Leite, outro a sofrer grave contusão neste Brasileiro, tirou boa parte da força ofensiva da equipe. O time rubro-negro, mesmo desarrumado, sem criatividade pela ausência de Juan e nulo no ataque com a atuação apagada do estreante Marcelinho Paraíba, conseguiu um pênalti discutível, mas marcável, de Domingos sobre Ibson e empatou com novo gol de Léo Moura, destaque do Fla junto com Bruno, que garantiu com grandes defesas importantes um empate salvador para os cariocas.

- Um gol sofrido na casa do adversário da forma como aconteceu a falha inacreditável de Clemer derrubaria qualquer time. Ainda mais uma equipe com a confiança abalada, que não consegue se firmar na competição. Perdidos em campo, os comandados de Tite foram presa fácil para o Vasco de Tita, que parece começar a tomar um rumo.

Mesmo sem o goleiro Tiago, que pode já estar negociado com o futebol europeu, o sistema defensivo esteve mais bem posicionado e, apesar das falhas individuais e de algumas boas jogadas dos talentosos atacantes adversários, conseguiu sair sem levar gols. No Inter, Daniel Carvalho, D’Alessandro e Nilmar conseguiram criar alguns bons lances, mas faltou precisão nas conclusões. Mas o grande problema dos gaúchos foi atrás, com uma defesa lenta e desatenta, que não conseguiu acompanhar o jogo veloz do time cruzmaltino, comandado por Edmundo e Madson, e pagou com uma goleada que praticamente liquida o que sobrou das esperanças de uma recuperação colorada no returno.

- Na primeira partida sem Valdívia, o time alviverde novamente mostrou força no Palestra Itália para superar um Coxa que mostra um futebol cada vez mais consistente. Com um bom trio de meias formado por Marlos e João Henrique acelerando o jogo e Carlinhos Paraíba organizando, o time de Dorival Jr. não se intimidou com a “fome” do time de Luxemburgo e tentou criar jogadas para o matador Keirrison.

Mas os donos da casa conseguiram manter um invejável volume de jogo e transformaram o goleiro adversário no nome da partida. Vanderlei fez, pelo menos, quatro grandes defesas e ainda contou com a colaboração do travessão no chutaço de Diego Souza. O mesmo obstáculo que atrapalhou Rodrigo Mancha no primeiro tempo e salvou Marcos. Em uma disputa tão igual, o artilheiro fez a diferença. Alex Mineiro marcou de cabeça seu 12º gol e, mesmo com o sufoco no final com um jogador a menos após a expulsão de Fabinho Capixaba, garantiu a sofrida vitória verde que mantém um dos favoritos ainda sonhando com o pentacampeonato.

(Foto: Agência Lancepress)

posted by ANDRÉ ROCHA | 11:01 AM
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MEA CULPA

É dever desse blogueiro admitir, humildemente, que, embora tenha assistido à maioria das partidas da seleção brasileira feminina de futebol, não fazia a mínima fé nas chances de medalha nesta Olimpíada e, instintivamente, acabava deixando os textos sobre o time de Marta para depois.

Em todas as partidas, a equipe mostrou os velhos problemas de fluência ofensiva, muito por conta da falta de talento de Daniela Alves na ligação do meio com o ataque, e as hesitações defensivas, com muitos espaços entre as alas e o trio de zaga. O time não teve atuações convincentes e dependeu demais dos lampejos de Marta e Cristiane.

Observando os emparelhamentos e prevendo uma semifinal contra as alemães, as esperanças de vitória tendiam a zero, pelo desequilíbrio emocional costumeiro e a “fórmula” do time de Printz para encarar as brasileiras: forte marcação na dupla de ataque, jogadas aéreas e paciência no toque de bola para matar o jogo nas falhas defensivas da equipe de Jorge Barcellos.

E foi o que a Alemanha colocou em prática no primeiro tempo. E foi facilitada pelo erro de Érika logo aos nove minutos, que vacilou na frente de Printz e permitiu que a craque alemã tomasse a bola, driblasse Bárbara e empurrasse para as redes.

Logo depois, Mittag poderia ter ampliado. O Brasil mostrava nervosismo, mas, mesmo assim, passou a criar jogadas a partir dos vinte minutos, muito pela frágil marcação da equipe alemã, que parecia confiante além da conta em uma nova vitória, até porque Marta parecia descontrolada e poderia ter sido expulsa após entrada dura em Stegemann. A punição por menosprezar o adversário veio na grande jogada de Cristiane que terminou no golaço de Formiga, no final do primeiro tempo, que mandou para o espaço a invencibilidade da goleira Angerer contra o Brasil.

Era tudo que as brasileiras precisavam para reconquistar a confiança e fazer uma segunda etapa primorosa. Bem fechada na defesa e com Marta ou Cristiane recuando para assumir a função de Daniela Alves, que recuou para ser mais uma volante na marcação, o time pulverizou o sistema defensivo adversário com lindas jogadas pela direita de Marta, que marcou o terceiro de biquinho no contrapé do goleiro, ao estilo Romário. Antes, a camisa 10 e melhor do mundo já tinha arrancado e deixado Cristiane livre para decretar a virada.

Aos 30, a “cereja do bolo”. Cristiane, a melhor em campo, arrancou da esquerda para o meio, limpou quatro alemães e tocou de direita na saída de Angerer. O “grand finale” da inacreditável goleada foi coroada com dança e muita comemoração. Era o fim de um martírio, de um complexo de inferioridade que na técnica não se justificava.

Agora o trabalho da comissão técnica será fundamental. Mostrar que o ouro não está garantido e que “final antecipada” não existe na prática será essencial para a equipe não perder o foco. Mas não dá para negar que o título ficou muito mais próximo.

E é fato que Marta, Cristiane & Cia. ganham um torcedor mais crédulo a partir de agora. Desculpe e obrigado, meninas do Brasil!

[Publicado na íntegra no BLAG DO MAURO BETING]

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 9:46 AM
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Domingo, Agosto 17, 2008

ENQUETE - RESULTADO

Total:
12 respostas

Pergunta: A Seleção Brasileira masculina de vôlei vai:

Ganhar o ouro – 58,33% (7 votos);
Se contentar com a prata – 25% (3 votos);
Fechar seu ciclo sem medalha – 16,66% (2 votos);
Subir ao pódio com o bronze / Nem chegar às semifinais – 0%.

COMENTÁRIO: A equipe de Bernardinho já entrou para a História do esporte e talento não falta a Giba seus companheiros. Mas o fato é que os principais adversários, especialmente Rússia e EUA, cresceram demais e, o principal, aprenderam a jogar contra o Brasil. Se o ouro vier, será mais na raça e na gana de fechar o ciclo vitorioso com o ouro olímpico do que pela superioridade técnica de outros tempos.

posted by ANDRÉ ROCHA | 1:02 PM
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O FAMINTO CHELSEA DE SCOLARI



No “début” de Felipão na Premier League, já foi possível perceber no time londrino a habitual volúpia das equipes do treinador brasileiro. Como o Portsmouth não ofereceu maior resistência, a goleada acabou saindo naturalmente.

Com ótimo toque e intensa movimentação de Lampard, Ballack e Deco, o estreante junto com o lateral-direito Bosingwa, os Blues trabalharam com facilidade pelos dois lados do campo com Joe Cole flutuando e Anelka mais enfiado (lembrando muito a dinâmica de Paulo Nunes e Jardel no Grêmio campeão da Libertadores de 1995). A zaga não teve trabalho com o ataque adversário e Obi Mikel esteve bem na proteção.

Com dois gols em cada tempo e uma boa performance até quando foi necessário mudar o esquema de jogo do 4-1-3-2 para o 4-2-3-1, após a contusão de Ballack e a entrada de Malouda, o Chelsea mostrou sua força em Stamford Bridge e as perspectivas para a temporada são ótimas, principalmente se considerarmos que o time ainda terá o retorno de Essien e Drogba à formação titular e poderá contar no futuro com o talento de Robinho no ataque.

O novo time de Scolari já mostra fome no início da competição e não é cedo para apontá-lo como um dos favoritos aos títulos que disputar em 2008/09.

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 12:14 PM
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ACONTECE...

Quantos atletas escorregam nas dificílimas seqüências da ginástica artística? Quantos erram numa modalidade de nível crescente, em que todos os movimentos são minuciosamente analisados e julgados com excessivo rigor?

Diego fez o seu melhor, mas errou na saída de sua série no solo, que é o “grand finale” de qualquer exibição, e saiu sem medalha. Se sentiu a pressão, desconcentrou ou relaxou não importa tanto. O que valeu foi a luta para representar o Brasil da melhor maneira possível e o trabalho realizado.

O choro e o lamento são válidos. Mostram dignidade e caráter. Difícil de engolir é o “complexo de vira-lata” dos críticos, o oportunismo de quem não dá a mínima para o esporte e agora aparece para detonar o atleta e, principalmente, as manifestações sexistas contra o homem, que faz muito pelo país e é condenado de forma mais implacável pelos preconceituosos de plantão do que pelos jurados das provas.

Parabéns, Hypolito! A Olimpíada não é só levar a medalha para casa.

(Foto: Agência / AFP)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:49 AM
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PHELPS!



Ainda que esta mentalidade de valorizar apenas as vitórias e medalhas não honre o verdadeiro espírito olímpico, não há como virar as costas para a performance de Michael Phelps.

Um atleta que, se fosse um país, estaria entre os oito mais bem colocados no quadro de medalhas merece todos os elogios mais pela vontade de vencer e a técnica apuradíssima - que utiliza até movimentos dos golfinhos para melhorar a performance e servem como referência para concorrentes e aprendizes - do que pelos resultados em si.

E pensar que Phelps chegou às piscinas na infância para melhorar a concentração, já que era uma criança dispersa. Hoje, atento a tudo que o cerca e focado em seus objetivos, o melhor e mais versátil nadador de todos os tempos faz história em uma modalidade cada vez mais competitiva e com tecnologia de ponta contribuindo para o desenvolvimento dos atletas.

Com apenas 23 anos, é dever pensar em Londres-2012, ainda que com aspirações mais modestas. Uma postura mais relaxada pode não dar a mesma chuva de medalhas ao novo mito olímpico, mas certamente ele se divertirá bem mais e curtirá as vitórias que hoje conquista com o planeta em seus ombros.

(Foto: Agência / Reuters)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:49 AM
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CRUZEIRO 2X1 VITÓRIA



Sem Dinei e Marquinhos, Vagner Mancini precisou mexer taticamente na sua equipe e adotar postura mais cautelosa. Ainda assim, num 4-3-2-1, o Vitória foi melhor na primeira etapa e teve mais chances de gol. Só que Adílson Batista teve visão para mudar a escalação e o jeito de jogar de sua equipe durante a partida e conseguiu seus gols em momentos cruciais, construindo a vantagem que soube administrar na pressão final do time baiano.

O Cruzeiro começou com Elicarlos na lateral-direita, Charles como volante pela direita e Marquinhos Paraná pela esquerda, no tradicional 4-3-1-2. Ao perceber que Willians atuava aberto pela direita para explorar as descidas de Jadílson e nenhum jogador do Vitória fazia o mesmo pelo lado oposto, já que Ramon atuava mais centralizado, Adílson trocou o posicionamento de Elicarlos e Marquinhos Paraná para melhorar o apoio pela direita e a marcação do outro lado.

Mesmo levando alguns sustos na defesa e concluindo pouco, foi no espaço entre os volantes, muito centralizados, e o lateral-esquerdo Daniel, que Charles recebeu a cobrança de lateral e acertou uma bomba de canhota no ângulo de Viáfara. O gol foi importante para diminuir o ímpeto do adversário e também superar o susto pela imagem chocante da fratura de tornozelo do atacante Rômulo, que deu lugar a Jajá.

Na segunda etapa, com o Vitória de volta ao 4-2-3-1 com a entrada de Rodrigão na vaga de Renan e Adriano passando para o lado esquerdo, o Cruzeiro recuou suas linhas e, nos contragolpes, foi mais contundente no ataque e ampliou num belo gol de Guilherme, agora também artilheiro da competição, com onze. Mancini, então, trocou Adriano por Ricardinho e Willians por Jackson, apostando no toque de bola para furar o forte sistema defensivo azul e teve ótima chance com Ramon, que bateu dentro da área para grande defesa de Fábio.

Com mais espaços após as expulsões de Charles e Leonardo Silva, que se desentenderam numa formação de barreira, o time baiano aumentou a pressão e conseguiu diminuir numa jogada bem trabalhada pelos três jogadores que entraram e concluída com força e precisão por Ricardinho, aos 42. Mas o Cruzeiro, com Camilo e Fernandinho nas vagas de Jajá e Wagner, soube marcar e tocar a bola para garantir o início do returno com uma vitória fundamental.

Sem Ramires, Adílson terá mais problemas para escalar o meio-campo para o difícil confronto contra o Bota fora de casa na próxima rodada, já que não poderá contar com Charles e Fabrício, suspensos. Com o Grêmio folgado na liderança e a briga parelha no G-4, será essencial pontuar no Engenhão.

O Vitória amarga mais uma derrota para um concorrente direto e lamenta as chances desperdiçadas, além dos desfalques importantes. A ordem agora é torcer contra os rivais da parte de cima da tabela e preparar a equipe para manter o bom desempenho em seus domínios contra o Sport.

(Foto: Agência Estado)

posted by ANDRÉ ROCHA | 10:49 AM
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Tempo Real/Enquete


Pergunta?
O que esperar do novo Flamengo de Marcelinho Paraíba e Sambueza para a sequência do Brasileirão?
Arranca para o título
Luta pelo G-4
Se conforma com Sul-Americana
Despenca e luta para não cair

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